Investigação aponta que empresas sem sede e sem funcionários venceram licitações em municípios de MS

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) apreendeu nesta quarta-feira (1º) R$ 35 mil em espécie na casa do empresário Pedro Luiz Ribeiro Ruano, em Sidrolândia, durante a deflagração da Operação Copertura. A ação, autorizada pela Justiça, tem como alvo um esquema de fraudes em licitações que estaria beneficiando empresas sem sede fixa e sem funcionários, mas que, mesmo assim, conseguiam vencer concorrências em municípios como Miranda e Sidrolândia.
Segundo as investigações, a prática envolvia o uso de empresas de fachada que não possuíam estrutura mínima para fornecer os produtos licitados. Ainda assim, essas companhias conquistavam contratos públicos para entrega de materiais de construção, informática, papelaria e até gêneros alimentícios. A suspeita do Ministério Público é de que o grupo criminoso direcionava os processos licitatórios, utilizando orçamentos de cobertura e conluio entre empresários e agentes públicos.
Em Sidrolândia, o foco das buscas foi a residência do empresário ligado ao ramo de papelaria e informática, onde o montante de R$ 35,2 mil foi apreendido. A quantia reforça as suspeitas de que valores provenientes de contratos irregulares estariam sendo desviados para enriquecimento pessoal. Em Miranda, cidade que desde 2020 concentra diversas licitações sob investigação, a apuração aponta para uma atuação sistemática e organizada, em que empresas sem qualquer capacidade técnica eram usadas como fachada para desviar recursos.

Ao todo, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Miranda e Sidrolândia. Documentos, computadores e registros contábeis foram recolhidos e devem ajudar a aprofundar as provas sobre o esquema. O Ministério Público afirma que o objetivo da operação é expor como contratos milionários acabaram em mãos de empresas que sequer possuíam endereço comercial, escancarando uma rede de corrupção que mina os cofres públicos e prejudica diretamente a população que depende de serviços básicos.
A investigação segue em andamento e novos desdobramentos não estão descartados. A expectativa é de que os materiais apreendidos confirmem a participação de mais envolvidos no esquema e tragam à tona a extensão das fraudes que, ao que tudo indica, se repetiam em diversas licitações do interior do Estado.
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Foto: Divulgação


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