Aproximação com o PT, rompimento com Bolsonaro e investimentos em pautas sociais levantam debate sobre a mudança de posicionamento político da senadora em Mato Grosso do Sul

A senadora Soraya Thronicke deu um novo passo nas articulações políticas que podem redefinir seu posicionamento no cenário nacional e estadual. Nesta terça-feira, ela se reuniu com a ministra das Relações Institucionais do governo Lula, Gleisi Hoffmann, para tratar de uma possível parceria visando as eleições de outubro em Mato Grosso do Sul.
O encontro confirma movimentações já antecipadas nos bastidores. A expectativa é de que ainda neste mês Soraya participe de uma nova rodada de conversas que deve incluir o presidente Lula, o pré-candidato do PT ao governo do Estado Fábio Trad e o pré-candidato ao Senado Vander Loubet.
Antes de chegar ao nome de Soraya, o grupo da esquerda buscou outras alternativas para compor a chapa. Houve tentativas de aproximação com Simone Tebet, que demonstrou maior alinhamento com o governador Eduardo Riedel, e também com Nelsinho Trad, que não mostrou interesse em uma dobradinha com o campo progressista. Sem sucesso nessas frentes, a esquerda passou a ver Soraya como opção viável para o chamado “segundo voto” ao Senado.
Para consolidar a aliança, Soraya avalia trocar de partido durante a janela partidária, com possibilidade de filiação ao PSB ou ao PDT. A movimentação ocorre após o rompimento definitivo da senadora com o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. Desde então, Soraya tem adotado discurso duro contra o bolsonarismo, chegando a classificar antigos apoiadores como uma “seita” por não aceitarem críticas ao ex-presidente, além de afirmar que não fará campanha para candidatos ligados a ele.
A mudança de postura rendeu críticas e acusações de traição por parte de eleitores que a apoiaram em 2018. Ciente da resistência desse público, Soraya passou a investir politicamente em segmentos historicamente ligados à esquerda, direcionando recursos do mandato para a agricultura familiar, comunidades indígenas e assentamentos rurais.
Com atuação firme contra Jair Bolsonaro e aproximação crescente com pautas sociais, Soraya Thronicke passou a atrair simpatia de setores petistas e hoje surge como um dos nomes cotados para compor a estratégia eleitoral da esquerda em Mato Grosso do Sul, levantando a pergunta que ecoa no debate político: afinal, Soraya sempre foi de esquerda — ou mudou de lado ao longo do caminho?
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Foto: Divulgação


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