SIDROLÂNDIA

Prefeito descarta iluminação natalina milionária e prioriza urgências do município

Gestão municipal decide não gastar com novas decorações natalinas em 2025, optando por reaproveitar enfeites antigos diante de demandas mais urgentes em saúde, infraestrutura e serviços públicos.

A Prefeitura de Sidrolândia decidiu não investir recursos públicos em novas decorações natalinas neste fim de ano. Em meio a um cenário de prioridades orçamentárias, a gestão municipal avaliou que o dinheiro seria mais bem aplicado em áreas consideradas essenciais, como saúde, infraestrutura e manutenção da cidade.

Com isso, o tradicional brilho das festas de fim de ano será garantido apenas com o reaproveitamento de materiais antigos que estavam guardados ou até abandonados em secretarias municipais. Equipes trabalham na recuperação de enfeites e mangueiras luminosas para que, mesmo de forma simples, o clima natalino não passe despercebido.

A decisão divide opiniões entre os moradores. Enquanto alguns apoiam a escolha de economizar e direcionar os recursos para demandas urgentes, outros lamentam a falta de um visual mais encantador nas ruas, que já se tornou tradição no período.

A Prefeitura, por sua vez, reforça que o momento exige responsabilidade fiscal e foco nas reais necessidades da população, priorizando investimentos que tragam benefícios duradouros para a cidade.

Transparência

Em 2022 teve na praça central de Sidrolândia, a instalação da famosa “casinha do Papai Noel”, que custou mais de R$ 207 mil aos cofres públicos de Sidrolândia durante a gestão da ex-prefeita Vanda Camilo, simplesmente sumiu. O caso gerou indignação entre os vereadores, que na época exigiram explicações oficiais sobre o paradeiro da estrutura que deveria estar sendo reutilizada nas decorações natalinas da cidade em anos seguintes.

Casa do Papai Noel em 2022 que custou R$207 mil (Foto:Lucas Martins/RN)

O item foi adquirido com dinheiro público e apresentado, à época, como símbolo de valorização das festividades de fim de ano. No entanto, passados dois anos, o bem desapareceu completamente — não há registros de armazenamento, nem informações sobre onde foi guardado ou se foi desmontado.

O caso reacende o debate sobre o uso e o cuidado com o patrimônio público. Em tempos de economia e contenção de gastos, o desaparecimento de um bem que custou centenas de milhares de reais levanta sérias dúvidas sobre a fiscalização e transparência na gestão anterior.

Enquanto isso, a atual administração tenta garantir um Natal simbólico, reaproveitando enfeites antigos e evitando novos gastos, já que — ao contrário do passado — os recursos públicos agora são destinados a prioridades consideradas mais urgentes, como saúde e infraestrutura.

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Foto: Divulgação

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