ECONOMIA JUSTIÇA

Justiça freia penhora, mas frigorífico segue “no vermelho”

Decisão suspende penhoras por 30 dias e dá um respiro à empresa, que ainda enfrenta restrições de crédito e incertezas sobre o futuro

O Frigorífico Balbinos Agroindustrial, instalado em Sidrolândia, conseguiu na Justiça uma decisão que suspende, por 30 dias, todas as penhoras e bloqueios de bens movidos contra a empresa. A medida foi concedida pelo juiz responsável pelo caso, permitindo um curto período de alívio enquanto o frigorífico tenta organizar sua situação financeira e preparar um pedido formal de recuperação judicial.

Apesar da trégua, a Justiça manteve o CNPJ da empresa negativado junto aos órgãos de proteção ao crédito. Isso significa que, mesmo com os bens temporariamente protegidos, o frigorífico segue impossibilitado de obter novos financiamentos, realizar grandes transações comerciais ou reabrir contratos de fornecimento que dependem de regularidade fiscal.

A decisão judicial ocorre em meio a uma crise que já afeta centenas de trabalhadores e fornecedores. A empresa, que recentemente deu férias coletivas aos funcionários, acumula um passivo milionário e tenta evitar que as dívidas resultem na perda definitiva do patrimônio. O valor total das obrigações declaradas supera a casa dos R$ 180 milhões, incluindo dívidas bancárias, fiscais e trabalhistas.

Nos bastidores, o clima é de apreensão. O prazo de 30 dias é visto como uma oportunidade para reorganizar as contas e apresentar um plano de recuperação que convença credores e o próprio Judiciário de que a retomada das operações é possível. Caso contrário, o frigorífico corre o risco de entrar em colapso e gerar um efeito dominó sobre toda a economia local.

A paralisação das atividades do Balbinos já reflete na cidade: caminhoneiros, pecuaristas e comerciantes que dependiam do fluxo financeiro da indústria sentem os impactos. Sidrolândia, que sempre teve forte vínculo com o setor agroindustrial, vê com preocupação o desfecho dessa crise, que pode definir o rumo de centenas de famílias.

Por enquanto, o frigorífico respira, mas segue com o nome manchado e um futuro indefinido. O prazo concedido pela Justiça pode representar a diferença entre uma recuperação planejada — ou o início do fim de uma das maiores indústrias da região.

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Foto: Divulgação / Google

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