POLÍTICA

Governador Riedel mira o futuro sobre trilhos e cita potencial de Sidrolândia

Considerando a cidade como elo estratégico no projeto ferroviário estadual, o governo de Mato Grosso do Sul apresenta visão regional que ultrapassa os trilhos

Riedel participou de debate em SP e falou sobre os desafios e apostas para o desenvolvimento econômico (Foto:  João Valério/ Governo do Estado de SP)

Em meio a discussões sobre infraestrutura e desenvolvimento regional, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), destacou o desafio de retomar o transporte ferroviário no estado, com um olhar que vai além das fronteiras sul-mato-grossenses. O projeto, segundo ele, tem potencial para beneficiar também estados vizinhos, como Mato Grosso e Goiás, ao criar uma rede integrada de transporte e escoamento da produção.

Dentro desse cenário, Sidrolândia surge como uma das cidades com grande potencial para se beneficiar da nova malha ferroviária. Localizada em uma região de forte produção agrícola e industrial, o município poderia se transformar em ponto estratégico para o transporte de grãos, carne e etanol de milho — produtos que formam a base da economia estadual.

Riedel explicou que o objetivo não é apenas reativar trilhos antigos, mas criar conexões modernas e sustentáveis, capazes de reduzir custos logísticos e emissões de carbono. Ele lembrou que, atualmente, o transporte de cargas é feito majoritariamente por rodovias e hidrovias, movimentando cerca de 12 milhões de toneladas por ano. Com a ampliação ferroviária, esse número poderia chegar a 30 milhões de toneladas, ampliando a competitividade do estado.

O governador também mencionou o envolvimento de empresas privadas no processo, como a construção de trechos de ferrovia que irão se conectar à Ferronorte, passando por municípios do interior e garantindo ligação direta com o Porto de Santos. Para Sidrolândia, a expectativa é que essa integração impulsione investimentos, gere empregos e fortaleça o setor produtivo local.

Além do impacto econômico, o projeto ferroviário é visto como parte de uma política ambiental mais ampla, que busca transferir o transporte de cargas dos caminhões para os trens, reduzindo a emissão de poluentes e os custos com manutenção de rodovias. Essa mudança deve ainda favorecer o turismo, especialmente em áreas próximas ao Pantanal, e valorizar a produção sustentável do estado.

Riedel ressaltou que o desafio é preparar os municípios para essa nova fase, com infraestrutura adequada, estradas de acesso e planejamento urbano que acompanhe o crescimento econômico. A expectativa é que o processo de concessão avance já nos próximos meses, consolidando uma nova era de transporte e desenvolvimento para Mato Grosso do Sul — com Sidrolândia bem posicionada para embarcar nos trilhos do futuro.

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Foto: João Valério / Governo de SP

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