POLÍTICA

Debate acalorado na Câmara expõe tensão política, mas bastidores indicam maioria alinhada ao prefeito

Declarações feitas durante tentativa de sessão extraordinária geram críticas de parlamentares, mas bastidores indicam que episódio foi inflado por grupo de oposição

A tentativa de realização de uma sessão extraordinária na Câmara Municipal de Sidrolândia, na noite de quarta-feira (4), acabou gerando um forte debate político entre o prefeito Rodrigo Basso (PL) e alguns vereadores da Casa de Leis.

Durante a manifestação na tribuna, o prefeito criticou a ausência de parlamentares na sessão convocada para discutir projetos considerados importantes para o município. A fala provocou reação de vereadores que não compareceram ao plenário.

O vereador Izaqueu Diniz afirmou que a declaração do prefeito foi inadequada e classificou a atitude como um desrespeito às prerrogativas do Legislativo. Segundo ele, os vereadores também foram eleitos pela população e têm o dever de representar os interesses da sociedade.

Já o vereador Cledinaldo Cotócio (PP) avaliou que o debate deveria estar concentrado na resolução de problemas enfrentados pela população, como a situação do transporte escolar no município. Para ele, a convocação da sessão extraordinária acabou se transformando em um momento de confronto político desnecessário.

O presidente da Câmara Municipal, Otacir Figueiredo, o “Gringo”, afirmou que chegou a alertar o prefeito sobre a possibilidade de não haver quórum para a realização da sessão extraordinária. Segundo ele, a sugestão era transferir a votação dos projetos para a próxima sessão ordinária.

Prefeito Rodrigo Basso durante seu discurso (Foto:Reprodução / Four News)

Apesar das críticas, informações apuradas pelo Four News indicam que o episódio tem sido amplificado por grupos de oposição desempregados, que tentam criar um clima de crise política no município.

Nos bastidores, a avaliação é de que o episódio ocorreu em um momento de tensão devido à presença da população no plenário da Câmara e ao calor do debate político. Interlocutores próximos à administração municipal afirmam que a maioria dos vereadores mantém alinhamento com o prefeito, o que torna improvável qualquer ruptura institucional entre Executivo e Legislativo.

A expectativa agora é que os projetos pendentes sejam analisados na próxima sessão da Câmara, quando deve haver quórum para votação.

Enquanto isso, o episódio revela apenas mais um capítulo das disputas políticas que costumam ganhar força nos bastidores da política municipal.

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Foto: Reprodução


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