Durante sessão na Câmara, parlamentar criticou o atraso no atendimento após morte de motociclista e cobrou respeito à população de quase 60 mil habitantes do município.

Em uma fala marcada pela revolta e emoção, a vereadora Shirlei Basso (PL) voltou a cobrar do Governo do Estado a instalação de um Instituto Médico Legal (IML) em Sidrolândia. Durante a sessão desta segunda-feira (6), a parlamentar iniciou suas considerações finais agradecendo aos secretários Wil Ximenes (Coordenadoria de trânsito) e Enelvo Felini (Infraestrutura) pelos serviços prestados à população, mas logo em seguida elevou o tom de voz para criticar, mais uma vez, o atendimento do IML de Campo Grande.
“Repúdio ao IML de Campo Grande. De novo, meu repúdio ao IML de Campo Grande”, enfatizou repetidamente a vereadora, referindo-se ao caso do acidente fatal que vitimou o senhor Aguiar Venâncio de Oliveira, conhecido como ‘Carrapixo’, ocorrido na madrugada do último sábado (4), na BR-060, próximo a Sidrolândia. A vítima, de 51 anos, conduzia uma motocicleta quando foi atingida na traseira por um Volkswagen Polo, sendo lançada ao acostamento e morrendo no local.
Segundo Shirlei, o corpo da vítima só foi liberado horas depois, o que atrasou o velório e causou sofrimento à família. “O velório começou à meia-noite e não fizeram o serviço que deveria ser feito. Tiveram que fechar o caixão, depois implorar por uma higienização. Isso é uma vergonha”, afirmou.
A vereadora destacou que a situação se repete há anos, mesmo após representantes do município terem ido até a capital solicitar uma unidade do IML local. “Somos uma cidade de quase 60 mil habitantes. Será que o governo pensa que aqui só tem família carente, que não pode pagar um serviço particular? Onde já se viu um acidente acontecer às 4h da manhã e o velório começar à meia-noite? Esse pessoal tem que tomar vergonha na cara e montar um IML aqui. O que precisar de mim, eu estou à disposição”, concluiu, visivelmente indignada.
A cobrança de Shirlei Basso reacende o debate sobre a necessidade de descentralizar serviços periciais em Mato Grosso do Sul, especialmente nas cidades do interior que enfrentam demora nos atendimentos e longas distâncias até Campo Grande.
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Foto: Reprodução


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