O lançamento do programa “Gás do Povo”, com a promessa de distribuir botijões de cozinha gratuitamente a 15,5 milhões de famílias, divide opinião: alívio no orçamento ou jogada estratégica em ano eleitoral?

Na última quinta-feira (4 de setembro de 2025), em Belo Horizonte (MG), o presidente Lula anunciou o programa “Gás do Povo”, uma nova política social que substituirá o Auxílio-Gás, ampliando seu alcance. A iniciativa prevê a distribuição gratuita de 65 milhões de botijões de gás por ano, beneficiando diretamente 15,5 milhões de famílias — cerca de 50 milhões de pessoas — e triplicando o número de contemplados em relação ao programa anterior.
O governo justifica que a ação combate a pobreza energética, promove segurança alimentar e protege a saúde, especialmente de mulheres e crianças expostas à fumaça da lenha. O benefício será retirado diretamente em revendedoras credenciadas por meio de vale eletrônico, cartão ou aplicativo, o que, segundo o governo, aumenta a eficiência, transparência e controle da política pública.
Por outro lado, colunistas e veículos críticos classificaram o programa como um exemplo de populismo assistencialista. A Gazeta do Povo falou em “culto ao pobrismo” e afirmou que se trata de “marketing eleitoral antecipado”, lembrando que o botijão virá com a marca do governo — o que, em teoria, pode ferir a legislação eleitoral.
A CNN Brasil apontou o lançamento em Minas Gerais — estado-chave nas últimas disputas presidenciais — como uma jogada estratégica eleitoral, especialmente considerando o período de proximidade com o pleito.
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Foto: Ricardo Botelho / MME


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