Investigações revelam planilhas detalhadas e repasses que chegavam a R$ 255 mil em esquema de corrupção

A Operação Spotless, deflagrada pelo Ministério Público Estadual (MPE) e pelo GECOC (Grupo Especial de Combate à Corrupção), levou para a cadeia o prefeito de Terenos, Henrique Wancura Bucke (PSDB), acusado de chefiar um esquema milionário de propinas em licitações municipais.
De acordo com as investigações, Henrique exigia “reuniões” com empresários logo após o pagamento das notas fiscais pela prefeitura. Nessas ocasiões, os empreiteiros sacavam valores em espécie — que variavam de R$ 5 mil a R$ 255 mil — e entregavam diretamente ao prefeito.
O desembargador Jairo Roberto de Quadros, do Tribunal de Justiça de MS, decretou a prisão preventiva do tucano na última terça-feira (9), após pedido do procurador-geral de Justiça, Romão Ávila Milhan Júnior. Também foram presos 10 empresários envolvidos no esquema e cumpridos 59 mandados de busca e apreensão em Terenos e Campo Grande.
Entre as provas reunidas, estão conversas de WhatsApp, quebras de sigilo bancário e até uma planilha da propina, onde um dos empresários detalhava as datas e valores pagos ao prefeito. Um único contrato de reforma escolar, por exemplo, rendeu R$ 255 mil em repasses ilegais — o equivalente a 7,5% do valor da obra.
A investigação mostra que o esquema funcionava em etapas: primeiro, fraudava-se a licitação; depois, os pagamentos eram liberados com aval do prefeito; por fim, os empresários se reuniam com Henrique para repassar o dinheiro. Parte das propinas ainda teria sido lavada por meio de empresas ligadas a aliados e familiares.
A Spotless é um desdobramento da Operação Velatus, deflagrada em agosto do ano passado, que já havia levado à prisão o então secretário de Obras, Isaac Cardoso Bisneto.
O caso expõe como a corrupção minava recursos da educação em Terenos e reforça a atuação do MPE no combate a esquemas de desvio de verbas públicas no estado.
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Foto: Divulgação


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