Com 181 mil hectares cultivados, Sidrolândia lidera a produção na região centro, que já registra 10% das lavouras em condição considerada ruim

A colheita do milho da segunda safra já começou em Mato Grosso do Sul e movimenta o campo em Sidrolândia, maior produtor da região centro, com 181 mil hectares cultivados. Apesar do bom desempenho inicial das lavouras, o avanço da estiagem e a possibilidade de geadas nos próximos dias acendem o alerta entre produtores rurais.
De acordo com o boletim do projeto Siga-MS, da Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul), 79,2% das lavouras no estado estão em boas condições, enquanto 14,5% foram classificadas como regulares e 6,3% como ruins. Na região centro, que compreende Sidrolândia, Terenos, Campo Grande e outros municípios, 10% das áreas apresentam situação ruim.
A estimativa para esta safra é otimista: 2,103 milhões de hectares cultivados e 10,2 milhões de toneladas produzidas, um aumento de 20,6% em relação ao ciclo anterior. A produtividade média esperada é de 80,8 sacas por hectare. Ainda assim, o clima pode comprometer parte desse potencial. A região sul-fronteira é a mais afetada até agora, com 18% de lavouras ruins.
Alerta climático e perdas potenciais
Segundo os técnicos do Siga-MS, o risco para as lavouras de milho se concentra nas condições climáticas adversas, como estiagem prolongada, vendavais e geadas. Em Sidrolândia, apesar da baixa incidência de doenças, há média presença de pragas e ervas daninhas, o que pode comprometer o desempenho de parte das plantações.
A leve geada registrada na última semana de maio não causou danos significativos, mas novas ondas de frio podem atingir o estado entre julho e agosto, período em que a colheita atinge seu pico.
Mudança no cenário agrícola
A segunda safra de milho, que já ocupou 75% da área antes destinada à soja no estado, agora representa 47%. A redução está relacionada ao alto custo de produção e aos riscos climáticos, o que tem levado produtores a diversificarem suas lavouras.
“A cultura do milho segue sendo estratégica, mas não é mais prioridade em algumas regiões devido à imprevisibilidade do clima e aos custos altos. Muitos produtores estão apostando em culturas de menor risco ou com retorno mais rápido”, avaliou a Aprosoja.
Panorama das regiões produtoras
Além da região centro, que abriga Sidrolândia, outras áreas de MS apresentam realidades distintas:
- Região sul-fronteira (Aral Moreira, Amambai, Coronel Sapucaia…) tem o maior percentual de lavouras ruins (18%);
- Região oeste (Maracaju, Bonito, Aquidauana…) tem 90% das lavouras boas, mas enfrenta riscos de estiagem;
- Região sudoeste (Ponta Porã, Antônio João…) registra 5% de áreas ruins;
- Região sudeste (Naviraí, Bataguassu…) apresenta 8% de lavouras em más condições;
- Região norte (São Gabriel do Oeste, Coxim…) tem 89% das lavouras classificadas como boas;
- Região nordeste (Chapadão do Sul, Costa Rica…) lidera o ranking de qualidade, com 93% das lavouras em excelente estado.
Mesmo com o risco climático, a boa distribuição de chuvas em abril favoreceu o desenvolvimento inicial da cultura, principalmente nas regiões centro e oeste. Em Sidrolândia, o cenário ainda é positivo, mas o clima dos próximos 30 dias será determinante para consolidar os bons resultados da safra.
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Foto: Edemir Rodrigues


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