Decisão da Justiça determina ressarcimento de valores desviados em esquema de corrupção que atingiu a Prefeitura de Sidrolândia; penas somam mais de 111 anos de prisão

Três condenados pelo esquema de corrupção chefiado por Claudinho Serra (PSDB) em Sidrolândia deverão devolver R$ 544.606,04 aos cofres públicos, conforme decisão do juiz Bruce Henrique dos Santos Bueno Silva. O valor é referente ao dinheiro desviado durante a 1ª fase da Operação Tromper, deflagrada pelo Gaeco em 2023.
De acordo com a sentença, os maiores ressarcimentos recaem sobre os empresários Ueverton Macedo da Silva, o “Frescura”, e Ricardo José Rocamora Alves, cada um responsável por devolver R$ 349.953,02. Já o ex-servidor público César Augusto dos Santos Bertoldo deverá pagar R$ 26,7 mil. Todos os valores serão corrigidos monetariamente.

Segundo a investigação, Ueverton era o responsável por controlar empresas de fachada usadas em contratos fraudulentos com a prefeitura. As fraudes envolveram manipulação de licitações e abertura de empresas sem estrutura para execução dos serviços, tudo com um único objetivo: desviar recursos públicos da cidade de Sidrolândia-MS.
Penas somam mais de um século de prisão
Ao todo, sete réus foram condenados neste processo, com penas que somam 111 anos e 11 meses de prisão. Entre os crimes estão corrupção, peculato, fraude em licitações e organização criminosa.
Confira as principais condenações:
- Ueverton Macedo da Silva (Frescura) – 37 anos, 10 meses e 8 dias de prisão;
- Ricardo José Rocamora Alves – 28 anos, 3 meses e 20 dias;
- Roberto da Conceição Valençuela – 11 anos e 6 meses;
- Everton Luiz de Souza Luscero – 15 anos e 9 meses;
- Odinei Romero de Oliveira – 4 anos, 9 meses e 18 dias;
- Flávio Trajano Aquino dos Santos (servidor público) – 8 anos e 4 meses;
- César Augusto dos Santos Bertoldo (servidor público) – 5 anos, 6 meses e 20 dias.
Claudinho Serra segue preso
Apontado como chefe da organização criminosa, Claudinho Serra, ex-vereador de Campo Grande e ex-secretário de Fazenda de Sidrolândia, segue preso. O TJMS negou pedido de liberdade, afirmando que nem tornozeleira eletrônica seria suficiente para impedir a continuidade das práticas criminosas.
As investigações também revelaram que Serra utilizava a própria família para receber propina, o que levou esposa e pai do político a virarem réus na 4ª fase da Operação Tromper.

Além de Claudinho, seguem encarcerados seu ex-assessor Carmo Name Júnior e o empreiteiro Cleiton Nonato Correia, dono da GC Obras.
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Foto: Four News


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