Quase dois anos após o crime que chocou a cidade, quatro réus responderão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver; penas podem ultrapassar 30 anos de prisão

A Justiça de Sidrolândia determinou que os quatro acusados pelo assassinato brutal de Magno Fernandes Monteiro, desaparecido desde maio de 2023, vão a júri popular. A decisão foi tomada pelo juiz Bruce Henrique dos Santos após audiência de instrução realizada no dia 17 de julho na Vara Criminal do município.
João Pedro Lopes, Natally Machado da Silva, Otávio Miguel Santos de Souza e Jailson da Conceição do Nascimento permanecem presos preventivamente e vão responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. As penas somadas podem ultrapassar os 33 anos de reclusão, conforme o Ministério Público.
Crime com requintes de crueldade
Segundo a denúncia, Magno foi morto de forma extremamente cruel em sua casa, no bairro São Bento. O crime teria sido cometido com marteladas e facadas, e o corpo foi enterrado ainda com vida nos fundos do próprio terreno, onde permaneceu oculto por cerca de seis meses, até parte da ossada ser encontrada por uma tia da vítima em maio de 2024.
Motivação: disputa por imóvel
A motivação do crime seria a disputa por um imóvel compartilhado entre Magno e Natally, que moravam em construções distintas no mesmo terreno. Conforme a investigação, Natally teria avisado João Pedro que Magno estava sozinho, facilitando a emboscada. João, então, teria reunido Otávio e Jailson para executar o plano.
Durante os depoimentos, os acusados confessaram o crime com riqueza de detalhes. João relatou que desferiu a primeira martelada, Otávio imobilizou a vítima e Jailson aplicou facadas. Depois, decidiram enterrá-lo ainda vivo no quintal. Natally teria ajudado na limpeza da cena do crime após o assassinato.
Início da investigação e denúncias
A investigação só ganhou força em fevereiro de 2024, quando Natally procurou a polícia relatando ameaças de João Pedro. Ele teria dito: “Vou fazer com você o mesmo que fiz com o Magno”. Inicialmente considerada como um blefe, a declaração acendeu o alerta dos investigadores.
João acabou confessando o crime, entregando os demais cúmplices e detalhando a sequência dos fatos. O Ministério Público aponta que os quatro agiram em conjunto, com premeditação e extrema crueldade.
Versões e defesas
As defesas tentam afastar as qualificadoras ou reduzir o grau de responsabilidade de seus clientes:
- João Pedro admite o crime, mas sua defesa tenta afastar as qualificadoras de motivo torpe e meio cruel.
- Natally alega não ter participado do homicídio e diz que só informou onde Magno estava, sem saber do plano. A defesa pede que ela responda em liberdade.
- Otávio sustenta que foi coagido e não participou diretamente da morte, pedindo que seja acusado apenas por favorecimento real.
- Jailson, que também confessou o crime, ainda terá a linha de defesa definida.
O júri popular ainda não tem data marcada, mas o caso continua a mobilizar a opinião pública local, tanto pela gravidade quanto pela brutalidade dos detalhes revelados.
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Foto: Divulgação/Reprodução


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