POLÍTICA

Riedel lamenta crise e diz sentir ‘pena do Brasil’ após prisão de Bolsonaro

Enquanto o país presencia um dos episódios mais tensos de sua história recente, o governador de MS declara franqueza ao descrever o sentimento que domina a democracia brasileira.

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, soltou uma declaração que reverberou para além das fronteiras do Estado: “eu sinto uma pena do Brasil”. Sua frase veio após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, momento que Riedel considerou como um capítulo “muito ruim para a democracia brasileira”. Ele fez questão de situar sua avaliação dentro de um histórico recente: desde os anos 2000, lembrou ele, o país alterna entre presidentes afastados, presos ou submetidos a impeachment.

Para Riedel, o que está em jogo vai além do indivíduo ou de uma situação específica. O governador disse observar uma “politização exacerbada” do processo eleitoral e do Judiciário — um cenário que ele considera prejudicial à segurança jurídica, à polarização e à própria credibilidade da política como instrumento de diálogo e propósito. “No meu ponto de vista político, temos que pôr cada vez menos tensão no processo, para abrir espaço para uma discussão mais de mérito da sociedade brasileira”, afirmou.

Essa fala, emitida no dia seguinte à prisão preventiva determinada pelo Supremo Tribunal Federal, gerou tanto questionamentos quanto aplausos. Partidários da ordem democrática enxergam nela um chamado à serenidade, uma voz que insiste na paz e na normalidade institucional. Já críticos alegam que atitudes como essa — ainda que bem-intencionadas — podem soar como tentativa de distanciamento estratégico frente à grave crise de autoridade e confiança que se instala no país.

Em Mato Grosso do Sul, o posicionamento de Riedel assume contornos regionais: representa a voz de um Executivo estadual que diz buscar estabilidade em um momento nacional em que tudo parece desestabilizado. Ele ressalta que o processo seguirá seu curso “com todas as instâncias se manifestando”. E deixa claro que seu leme pessoal é o legalismo: “sou uma pessoa legalista”, declarou. Uma afirmação que, em meio ao turbilhão político, vale como promessa, alerta e reflexão.

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Foto de Capa : Saul Schramm

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