CORRUPÇÃO

Justiça nega liberdade a empresário acusado de ser laranja em esquema de corrupção em Sidrolândia

Cleiton Nonato segue preso por decisão do TJ-MS; ele é apontado como peça-chave da 4ª fase da Operação Tromper

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Cleiton Nonato Correia, empresário preso desde o dia 5 de junho na 4ª fase da Operação Tromper, que apura um esquema de corrupção envolvendo contratos com a Prefeitura de Sidrolândia.

A decisão foi proferida pelo desembargador José Ale Ahmed Neto, que entendeu não haver ilegalidade evidente que justificasse a soltura de Cleiton. De acordo com o Ministério Público, o empresário seria um dos “laranjas” utilizados no esquema comandado pelo ex-vereador Cláudio Jordão de Almeida Serra Filho, o Claudinho Serra, que já foi alvo de outras fases da mesma operação.

A defesa alegou que a prisão de Cleiton é baseada em fundamentos genéricos e sustentou que a continuidade dos contratos sob investigação não comprovaria a prática de crime. Ainda assim, o Tribunal manteve a prisão preventiva, reforçando a gravidade das suspeitas e a necessidade da medida para o andamento das investigações.

A 4ª fase da Tromper, conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), mobilizou 29 mandados de busca e apreensão e resultou em três prisões. A operação mira a formação de um esquema estruturado para fraudar licitações, com empresas registradas em nome de terceiros para burlar a concorrência e superfaturar serviços prestados ao município.

A investigação segue em curso, e novas ações judiciais não estão descartadas. Enquanto isso, Cleiton Nonato permanece detido à disposição da Justiça.

Prédio de alto padrão onde CLaudinho Serra onde foi preso na 4ª fase da operação pela 2ª vez em 05 de Junho (Foto:Four News)

4ª fase 

A operação foi deflagrada pelo Gaeco com apoio do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e apoio operacional do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), do Batalhão de Choque e da Força Tática da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul, além da assessoria militar do MPMS.

Naquele dia, foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão e três de prisão em Campo Grande e Sidrolândia. Entre os presos, o ex-vereador Claudinho Serra, seu ex-assessor Carmo Name Júnior e Cleiton Nonato Corrêa, dono de uma das empresas investigadas.

O grupo é acusado de fraudes em licitações e contratos superfaturados que, segundo o Ministério Público, movimentaram cerca de R$ 20 milhões desde 2017. As investigações indicam o pagamento de propina a agentes públicos e o uso de empresas de fachada para viabilizar os desvios.

Claudinho Serra e outros 21 foram denunciados na 3ª fase da Operação Tromper, em abril de 2024. Após 23 dias de detenção,  o ex-vereador foi liberado mediante medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, conforme decisão judicial, mas voltou a ser preso no dia 5 de junho, na 4ª fase.

Foto de Capa: Paulo Francis/Reprodução

Foto do centro : Four News

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