TRANSPARÊNCIA

Jacob Breure nega qualquer envolvimento com PIX investigados e afirma: “O hospital foi vítima, não autor de irregularidade”

Ex-presidente explica depósitos, rebate suspeitas sobre supostos pagamentos a vereadores e diz que possui Complice rígido que impediria qualquer participação em corrupção: “Eu perderia minha carreira no outro dia”.

Após esclarecer pontos da Operação Dirty Pix, o ex-presidente do Hospital de Sidrolândia, Jacob Breure, falou na noite de quarta-feira (26) ao Noticidade sobre as suspeitas envolvendo a instituição e possíveis PIX ligados a vereadores. Ele foi categórico ao afirmar que não tinha conhecimento prévio de depósitos suspeitos e que só ficou sabendo da existência desses repasses após uma live de um comunicador local, citando denúncia feita pelo vereador Cledinaldo Cotócio.

Se eu tivesse conhecimento desses PIX? Não. Fiquei sabendo como todo mundo: numa live.”, disse Jacó, reforçando que o hospital não realizou nenhum desses pagamentos investigados.

“O depósito de R$ 70 mil foi empréstimo a um amigo, não comissão”

Jacó também explicou um dos pontos que gerou dúvidas nas redes sociais: um depósito de R$ 70 mil que entrou em sua conta, vindo da esposa de Júlio — uma pessoa próxima, que segundo ele era parceira do hospital na busca por emendas e recursos para modernização da instituição.

Ele detalhou que o valor entrou como um pedido de empréstimo feito pelo próprio Júlio, em agosto, porque o amigo enfrentava problemas pessoais e financeiros.

Ele me pediu: ‘Jacó, você tem como emprestar 70 mil?’ Eu tinha. Fiz dois pagamentos para ele, um de 15 mil e outro de 55 mil. Está tudo registrado”, relatou.

Jacó reforçou que o amigo devolveu o valor por TED bancário — algo que, segundo ele, por si só derruba qualquer narrativa de corrupção.
Quem faz corrupção não devolve dinheiro via TED. Isso não existe.

“Meu Complice não me permite corrupção; eu perderia tudo”

O ex-presidente lembrou que, paralelamente ao trabalho voluntário no hospital, atua como representante comercial de duas grandes empresas — Syngenta e Fendt — que possuem sistemas rigorosos de Complice, com regras anticorrupção inegociáveis.

Se eu tiver qualquer conduta de corrupção, eu perco minha representação no outro dia.
Segundo ele, isso sempre pesou muito na decisão de aceitar a presidência do hospital, pois sabia que estaria exposto a denúncias envolvendo dinheiro público.

Pessoas do bem precisam pensar muito antes de aceitar um cargo desses. Você fica vulnerável, mas precisa ter conduta firme.

“Não há sentido em dizer que roubei algo que preciso prestar conta”

Jacó voltou a reforçar que não existe lógica nas acusações que surgiram em redes sociais e páginas locais.

Como eu vou roubar equipamentos se eu tenho que prestar conta disso ao Governo do Estado? Se eu roubasse, teria que pagar do meu bolso. Não tem sentido.

Ele destacou que, em vários pontos da operação, o hospital foi lesado, e não beneficiado.

Jacó responde: se arrepende de ter assumido o hospital?

Ao final da conversa, o entrevistador pergunta se ele se arrepende de ter assumido a presidência, considerando seu nome, sua história e o impacto que denúncias podem gerar.

Jacó foi direto:
De forma nenhuma. Aprendi muito. Foi positivo para minha vida pessoal.

Segundo ele, a experiência o fez evoluir como gestor e como pessoa, mesmo diante das pressões e desafios.

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Foto: Reprodução

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