A defesa de Roberto da Conceição Valençuela, chegou a dizer que participava de forma forçada de reuniões para fraudar licitações

O empresário Roberto da Conceição Valençuela, dono da R&C Comércio, apresentou recurso ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) contra a condenação de 11 anos e 6 meses de prisão por crimes ligados à Operação Tromper, deflagrada pelo Gaeco em 2023.
Valençuela é apontado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) como um dos empresários envolvidos em um esquema de fraudes em licitações na Prefeitura de Sidrolândia, sob o comando do então secretário municipal de Finanças, Claudinho Serra (PSDB).
Durante o processo, a defesa do empresário alegou que ele participava das reuniões de fraude por “força das circunstâncias”, como única forma de manter sua empresa ativa. Ainda assim, Roberto sustenta que não foi chamado para fraudar licitações, mas apenas participou das que poderia executar — e garante que prestou todos os serviços conquistados.

O advogado do réu pediu ao juiz Bruce Henrique dos Santos Bueno Silva para exercer o direito de apresentar a defesa diretamente ao tribunal, sem detalhar ainda quais serão os argumentos usados para tentar absolver ou reduzir a pena.
Penas somam mais de 111 anos de prisão
Ao todo, sete réus foram condenados neste primeiro processo da Operação Tromper, com penas que juntas ultrapassam 111 anos de prisão.
As investigações do Gaeco e do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) apontaram que, desde 2017, o grupo criminoso manipulava licitações com empresas de fachada, sem estrutura para cumprir contratos, com objetivo de desviar recursos públicos da Prefeitura de Sidrolândia.
Entre os condenados, estão empresários e servidores municipais. O suposto chefe da organização, Claudinho Serra,genro da ex-prefeita Vanda Camilo , ex-secretário da Fazenda de Sidrolândia e ex-vereador em Campo Grande, está preso.
Veja as condenações:
- Ueverton da Silva Macedo, o “Frescura” – 37 anos, 10 meses e 8 dias
- Ricardo José Rocamora Alves – 28 anos, 3 meses e 20 dias
- Roberto da Conceição Valençuela – 11 anos e 6 meses
- Everton Luiz de Souza Luscero – 15 anos e 9 meses
- Odinei Romero de Oliveira – 4 anos, 9 meses e 18 dias
- Flávio Trajano Aquino dos Santos (servidor público) – 8 anos e 4 meses
- César Augusto dos Santos Bertoldo (servidor público) – 5 anos, 6 meses e 20 dias
Segundo a investigação, cerca de 30 pessoas se tornaram rés, entre empresários, servidores e políticos. Pelo menos três permanecem presos.
O caso segue em andamento no TJMS, onde a defesa de Valençuela tentará reverter ou reduzir a condenação.
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Foto: Divulgação


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