Obra sobre o Rio Paraguai, entre Brasil e Paraguai, deve ser concluída em 2026 e promete reduzir custos e tempo no transporte até o Pacífico

As obras da ponte sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (Paraguai), um dos pilares da Rota Bioceânica, avançam rapidamente e já superam 70% de execução. Neste momento, os trabalhos se concentram na operação do chamado “trem de avanço” — um equipamento estratégico que permite a união das estruturas de ambos os lados da ponte, consolidando a ligação física entre os dois países.
Com investimentos que ultrapassam os US$ 100 milhões, provenientes da margem paraguaia da usina Itaipu Binacional, a expectativa é que a obra esteja concluída no segundo semestre de 2026.
Para o deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), engenheiro e 1º secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, a ponte é mais do que uma obra de infraestrutura: é um marco de transformação regional.

“A ponte da Rota Bioceânica não é apenas uma conexão física entre Brasil e Paraguai — ela é uma ponte para o futuro do nosso Estado, que vai se tornar o principal corredor de exportação para o mercado asiático”, afirma Corrêa.
A nova rota rodoviária internacional vai integrar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, permitindo que a produção brasileira chegue aos portos do Oceano Pacífico com até 7 mil quilômetros a menos de trajeto, reduzindo em até 20 dias o tempo de transporte. A economia nos custos de frete pode alcançar cerca de 23%, o que representa um ganho expressivo para o agronegócio e o comércio exterior.
“Esse novo caminho vai encurtar distâncias, baratear fretes e abrir novas possibilidades de negócios. Mato Grosso do Sul será o elo entre o Brasil e a Ásia”, reforça o parlamentar.
Paulo Corrêa também destacou o papel fundamental do governador Eduardo Riedel no avanço da obra:
“O governador Eduardo Riedel tem sido incansável na articulação dessa grande obra. Ele entende que infraestrutura é o caminho mais eficiente para garantir emprego, renda e competitividade para o nosso povo.”
A Rota Bioceânica é considerada uma das maiores apostas estratégicas do governo estadual, que enxerga na integração sul-americana uma oportunidade histórica para reposicionar Mato Grosso do Sul como protagonista no cenário geopolítico internacional.
“A magnitude dessa obra vai muito além da engenharia: ela representa independência logística, integração sul-americana e uma nova era de prosperidade para Mato Grosso do Sul e para o Brasil”, conclui Corrêa.
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Foto : Toninho Ruiz


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