Apesar da previsão de estação mais quente entre julho e setembro, massas polares e ciclone extratropical derrubarão as temperaturas no Estado a partir desta segunda-feira (23)

O inverno de 2025 começou oficialmente às 22h42 da última sexta-feira (21) em Mato Grosso do Sul e já traz um cenário de contrastes para os sul-mato-grossenses. Enquanto a previsão para o trimestre — entre julho e setembro — é de um período mais quente que o normal, impulsionado pelo aquecimento global, a semana de estreia da estação terá o avanço de uma forte massa de ar polar, prometendo dias gélidos e sensação térmica ainda mais baixa com a presença de ventos fortes.
De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), embora o inverno seja, historicamente, seco e com temperaturas médias entre 24 °C e 26 °C, este ano o padrão deve ser superado. O calor será predominante, especialmente no norte do estado, mas pontuado por episódios severos de frio, o que representa um desafio climático para toda a região.

A primeira grande mudança no tempo já ocorre entre domingo (22) e segunda-feira (23), com a intensificação de uma frente fria no Oceano Atlântico, associada a um ciclone extratropical. Esse fenômeno, mesmo sem atingir diretamente o continente, potencializa rajadas de vento e aumenta a sensação de frio em grande parte do Centro-Sul do país.
Na sequência, duas poderosas massas de ar polar devem atingir o Estado. A primeira, já entre segunda (23) e terça-feira (24), provocará queda brusca nas temperaturas, especialmente no sul e sudoeste de MS. A segunda, prevista para chegar na sexta-feira (27), será ainda mais intensa, com potencial de provocar geadas amplas e registros próximos a 0 °C no extremo sul.
A previsão preocupa produtores rurais e setores da pecuária, que estão em alerta para os efeitos das geadas. Outro grupo que merece atenção são as pessoas em situação de vulnerabilidade social, que devem enfrentar noites geladas sem estrutura adequada para o frio.
Animais – A hipotermia é causada pela exposição prolongada a baixas temperaturas, especialmente em animais debilitados ou mal-nutridos, alerta a Iagro em nota técnica. A falta de suplementação alimentar adequada, a ausência de abrigos contra intempéries, além de aspectos relacionados à idade, raça e localização dos animais na propriedade são fatores que agravam a situação.

A expectativa de um inverno ameno vai se desmanchando com a chegada desses eventos climáticos extremos. Segundo especialistas, esse comportamento irregular reforça o impacto das mudanças climáticas, tornando o clima cada vez mais imprevisível.
Quanto à chuva, o cenário também é de instabilidade. A média de precipitação no Estado durante o inverno varia entre 75 mm e 150 mm, podendo chegar a 300 mm no extremo sul. No entanto, o Cemtec alerta que, até setembro, os volumes devem ser mal distribuídos, com risco de períodos de estiagem seguidos de pancadas isoladas. Isso aumenta a ameaça de queimadas tanto em áreas rurais quanto urbanas, um problema já recorrente na estação.
Diante desse panorama, meteorologistas recomendam atenção redobrada da população nos próximos dias. Agasalhos à mão, cuidado com a saúde e atenção aos avisos da Defesa Civil são fundamentais para enfrentar essa semana gelada que abre um inverno nada comum em Mato Grosso do Sul.
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Foto: Álvaro Rezende


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