Desenvolvimento

Sidrolândia pode receber casas populares em áreas da antiga ferrovia federal

Expectativa é de que 15 cidades de MS, incluindo Sidrolândia, sejam beneficiadas com moradias do Minha Casa, Minha Vida em terrenos da União

Mato Grosso do Sul pode ganhar um importante reforço no enfrentamento do déficit habitacional com a expansão do programa Minha Casa, Minha Vida em áreas da União. Entre os municípios cotados para receber moradias populares está Sidrolândia, que entrou no radar da Superintendência do Patrimônio da União (SPU-MS) devido à existência de terrenos públicos oriundos da antiga malha ferroviária.

A iniciativa faz parte do programa Imóveis da Gente, que visa transformar áreas federais subutilizadas em soluções habitacionais para a população. Segundo o superintendente da SPU-MS, Tiago Botelho, pelo menos 15 cidades sul-mato-grossenses podem ser contempladas, a depender de análises técnicas e vistorias do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), responsável por classificar os imóveis ferroviários como operacionais ou não operacionais.

“Desde que assumimos a SPU, temos trabalhado para sensibilizar o DNIT nacional e estadual sobre a necessidade de reclassificar áreas que já não são mais utilizadas para fins ferroviários, mas que ainda constam como operacionais”, explicou Botelho.

Sidrolândia no foco

Botelho revelou que Sidrolândia, ao lado de Campo Grande, já está na lista das cidades com vistorias agendadas. A visita técnica foi articulada com apoio do deputado federal Vander Loubet (PT), que intermediou a vinda de representantes do DNIT ao estado. A inspeção visa avaliar o potencial de regularização fundiária e possível destinação habitacional dos terrenos.

“Essas áreas poderiam ser transferidas para administração da SPU e integradas ao programa Minha Casa, Minha Vida. É um pedido do presidente Lula para que os superintendentes priorizem o uso social de imóveis da União, e estamos empenhados em cumprir esse papel”, declarou o superintendente.

Alinhamento com o Estado

Para articular os próximos passos, Botelho se reunirá no dia 30 de junho com Maria do Carmo, presidente da Agehab (Agência de Habitação Popular de MS). A reunião busca alinhar estratégias para identificar e viabilizar áreas em mais municípios, ampliando o alcance do programa habitacional.

Apesar do otimismo, o número final de cidades beneficiadas ainda dependerá da reclassificação dos imóveis pelo DNIT. Só após esse trâmite legal as áreas poderão ser oficialmente destinadas à construção de moradias.

Caso se concretize, Sidrolândia pode ser uma das pioneiras no uso dessas áreas ferroviárias abandonadas, oferecendo novas oportunidades de habitação digna à sua população.

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Foto: Reprodução


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