Sobretaxa imposta por Biden muda rota da carne sul-mato-grossense e pode aliviar bolso do consumidor nos próximos meses

Frigoríficos de Mato Grosso do Sul interromperam as exportações de carne bovina para os Estados Unidos após o governo norte-americano anunciar uma sobretaxa de 50% sobre o produto. Com os navios levando dias para chegar à América do Norte, os embarques que sairiam agora coincidiram com o início da cobrança, o que inviabilizou financeiramente as vendas.
A medida atinge diretamente a economia sul-mato-grossense, já que os EUA são o segundo maior comprador da carne produzida no estado, atrás apenas da China. Somente no primeiro semestre de 2024, as exportações para os americanos movimentaram US$ 315,5 milhões — um crescimento de 11,4% em valor, embora com queda de 18% no volume exportado.
Diante do impasse, o setor frigorífico se movimenta rapidamente para redirecionar a produção para novos mercados, como China, Chile e países do Oriente Médio. Enquanto isso, analistas já antecipam um reflexo direto no mercado interno, com possível redução no preço de cortes nobres, incluindo a tradicional picanha, muito procurada pelos brasileiros.
O governo federal anunciou a criação de um comitê especial para avaliar os impactos da decisão norte-americana e discutir possíveis medidas de reciprocidade comercial, numa tentativa de proteger o agronegócio nacional.
Especialistas avaliam que o momento é decisivo para a cadeia da carne no Brasil, principalmente em Mato Grosso do Sul, que depende fortemente das exportações. Por outro lado, o consumidor final pode ser o maior beneficiado a curto prazo, com a queda nos preços nos supermercados e açougues.
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Foto: Carnetec


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