Município alcança uma das melhores notas do Brasil em estudo nacional, mas pesquisa revela que riqueza do agronegócio não tem garantido qualidade de vida no campo.

Embora o agronegócio movimente bilhões e seja o principal motor da economia de Mato Grosso do Sul, os benefícios sociais ainda não chegam na mesma proporção ao campo. É o que aponta o estudo “Agro & Condições de Vida”, elaborado pela Agenda Pública, que avaliou a relação entre a riqueza gerada pelo setor e o desenvolvimento rural nos municípios brasileiros.
Sidrolândia aparece como destaque positivo: atingiu índice 0,41, a quinta melhor nota do país, ficando acima da média nacional de 0,31. Ainda assim, o resultado está longe do ideal, já que nenhuma cidade do Brasil alcançou a faixa considerada “alta” (≥ 0,60).
Em Mato Grosso do Sul, Ponta Porã (0,40), Dourados (0,33) e Três Lagoas (0,32) também se mantêm acima da média nacional. Por outro lado, Rio Brilhante (0,30), Maracaju (0,28), Ribas do Rio Pardo (0,27) e Costa Rica aparecem com índices ainda mais baixos, reforçando as disparidades regionais.
O estudo mostra que, mesmo em municípios que figuram entre os maiores em PIB agropecuário do país, como Sorriso (MT) e Formosa do Rio Preto (BA), o desenvolvimento rural continua em níveis preocupantes. Isso reforça a ideia de que alta produtividade não significa, necessariamente, qualidade de vida para quem vive no campo.
Entre os pontos que precisam avançar estão:
✔️ Mais assistência técnica e inclusão da agricultura familiar;
✔️ Incentivo à sucessão rural e capacitação de jovens;
✔️ Políticas de inclusão produtiva;
✔️ Estímulo a práticas agroambientais sustentáveis.
A mensagem é clara: para transformar a força do agro em prosperidade, é preciso investir não apenas na produção, mas também nas pessoas e no futuro do campo.
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Foto: Four News


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