Ministério da Saúde mobiliza suprimentos e intensifica fiscalização após relato de morte em Campo Grande

Em meio a uma escalada nacional de casos suspeitos de envenenamento por metanol, Mato Grosso do Sul notificou cinco ocorrências que estão sob investigação, dentre as quais uma fatalidade em Campo Grande. A situação acendeu o alerta para as autoridades de saúde e levou o governo federal a enviar remessas de etanol farmacêutico e antídotos a estados com registros — medida considerada essencial para garantir suporte imediato aos pacientes que apresentem sintomas graves.
O jovem de 21 anos que morreu em uma unidade de pronto atendimento manifestou sinais compatíveis com intoxicação, como vômito, falta de ar e perda de consciência. Amostras de sangue e urina foram encaminhadas ao laboratório central para análise, enquanto órgãos de controle recolheram bebidas em bares e residências ligadas ao caso, embora nenhuma confirmação laboratorial até o momento tenha evidenciado a presença de metanol. A pressão por respostas cresce à medida que as autoridades realizam operações de vistoria em estabelecimentos para verificar rótulos, notas fiscais e a integridade dos produtos comercializados.
Com aval do Ministério Público local, bares, restaurantes e supermercados receberam orientações formais para adotar práticas rígidas: só adquirir bebidas de fornecedores regulares, examinar autenticidade de rótulos e lotes, isolar produtos suspeitos e comunicar incidentes imediatamente. O documento dirigido às entidades do setor estipula um prazo de dez dias úteis para que prestem contas das ações implementadas.
Simultaneamente, o Ministério da Saúde incluiu Mato Grosso do Sul entre os primeiros estados a receber o lote emergencial de 12 mil ampolas de etanol farmacêutico e 2,5 mil unidades de fomepizol — medicamento utilizado como antídoto — com o objetivo de reforçar a rede assistencial. A distribuição começou durante o fim de semana e atenderá também famílias e pacientes de outras unidades federativas.
Enquanto o cenário se desenha sob tensão, especialistas, auditores sanitários e agentes de vigilância intensificam a atuação preventiva. A população, por sua vez, é chamada a estar atenta: qualquer sintoma compatível após ingestão de bebida alcoólica deve ser tratado como emergência — e comunicado imediatamente às autoridades médicas e de vigilância sanitária.
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Foto: Divulgação


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