Justiça manteve proibição de entulho e galhos no aterro; município prepara estrutura licenciada no Bairro Campina Ipacaray e pede colaboração da população.

A cidade de Sidrolândia vive um impasse na gestão de resíduos após o Tribunal de Justiça manter a decisão que proíbe o aterro sanitário de receber entulhos, galhos e resíduos volumosos. A medida, que atende a uma ação do Ministério Público Estadual iniciada há quatro anos, impede tanto a Prefeitura quanto a empresa Elite Max Ambiental de realizar o descarte desses materiais, por falta de licenciamento adequado.
Com a decisão, a Prefeitura foi obrigada a suspender o recolhimento dos bags — aqueles sacos onde a população costuma descartar restos de construção e galhos de poda. O prefeito Rodrigo Basso foi direto ao comentar o caso:
“Não temos onde depositar os bags. Ninguém tem licença pra receber.”
Atualmente, o município já arca com quase R$ 600 mil por mês em custos de coleta e transporte de lixo úmido e entulhos, o que torna inviável ampliar o serviço enquanto o impasse judicial não é resolvido.
Caminho para a solução
A Prefeitura planeja a implantação de um ecoponto no Bairro Campina Ipacaray, que será o primeiro espaço público licenciado para receber pequenos volumes de resíduos como entulho (até 1 m³ por descarte), móveis velhos e restos de poda. O local será cercado, terá controle de acesso e regras claras sobre o que pode ou não ser depositado — modelo já adotado com sucesso em cidades como Linhares (ES) e Dourados (MS).
Enquanto o ecoponto não entra em funcionamento, cada morador será responsável pelo descarte adequado dos próprios resíduos, devendo contratar caçambas particulares ou destinar o material a locais licenciados fora do município. O objetivo é evitar o acúmulo de lixo em terrenos baldios, beiras de rua e áreas públicas, problema que tende a se agravar com a chegada do período chuvoso e o aumento do risco de mosquitos e pragas.
Medidas emergenciais e conscientização
A administração municipal também estuda criar ecopontos itinerantes — estruturas móveis de coleta — nos bairros mais afetados, para reduzir o descarte irregular e mitigar os impactos até a liberação definitiva do novo espaço.
Além disso, a Secretaria de Meio Ambiente vai intensificar a fiscalização e aplicar multas a quem for flagrado jogando entulho, galhos ou móveis velhos em locais indevidos. Campanhas educativas devem ser lançadas nos próximos dias, reforçando que manter a cidade limpa é responsabilidade de todos.
“Estamos buscando uma solução técnica e legal, que respeite o meio ambiente e as determinações da Justiça. Mas até lá, precisamos da colaboração da população para não transformar Sidrolândia em um depósito a céu aberto”, destacou o prefeito.
Sidrolândia agora inicia uma nova fase na gestão do lixo, apostando em um modelo mais sustentável, controlado e com participação direta dos moradores — o caminho que outras cidades já seguem com bons resultados.
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Foto: Four News


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