Com a ativação da operação estadual, embarcações e redes ficam à margem das correntes para garantir que a migração dos cardumes transcenda o ritmo humano

Começou oficialmente a Piracema 2025/2026 em Mato Grosso do Sul, período em que os peixes sobem os rios para se reproduzir e as redes, varas e anzóis precisam ficar de lado. A partir desta quarta-feira (5), a pesca está proibida em todas as bacias do Estado, incluindo os rios Paraguai e Paraná. A medida, que segue até 28 de fevereiro de 2026, busca preservar o ciclo natural das espécies e assegurar o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos.
Durante esses meses, equipes de fiscalização estarão mobilizadas em uma grande operação que envolve barreiras terrestres, monitoramento aéreo e patrulhas fluviais. O trabalho ocorre em áreas estratégicas, com atenção especial às regiões mais visadas por pescadores ilegais. O objetivo é coibir a captura, o transporte, o armazenamento e até a comercialização de pescado nativo, garantindo que a desova aconteça de forma segura.
A regra vale para todos os tipos de pesca — amadora, esportiva e profissional —, com exceção das comunidades ribeirinhas que dependem do peixe para subsistência. Mesmo nesses casos, o consumo é permitido apenas para o sustento familiar, sem acúmulo ou venda.
As penalidades para quem desrespeitar o defeso são severas. O infrator pode ser multado em valores que variam de R$ 700 a R$ 100 mil, além de acréscimos por quilo de pescado apreendido. Também há previsão de prisão de um a três anos para os flagrados praticando pesca predatória.

Nesta temporada, a operação ganha reforço tecnológico, com o uso de sistemas de georreferenciamento e monitoramento remoto, que permitem rastrear pontos de risco e identificar atividades suspeitas em tempo real. A ideia é ampliar o alcance da fiscalização e reduzir o impacto ambiental provocado pela ação humana.
Enquanto as águas seguem seu curso e os cardumes sobem os rios em busca das nascentes, o cenário se transforma. O silêncio das varas e redes representa mais do que uma pausa na pesca — é o tempo em que a natureza pede respeito. Cada peixe que sobe a correnteza renova a vida que pulsa nos rios de Mato Grosso do Sul, lembrando que a preservação é também uma forma de garantir o futuro.
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Foto: Four News


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