No foco da Operação Dirty Pix, feita pela 3ª Promotoria de Justiça, aparece a figura de uma antiga dirigente hospitalar, chamada a depor num caso que apura supostas irregularidades em aquisições públicas.

Em uma reviravolta que reacende o interesse da comunidade sobre a gestão de serviços de saúde no estado, a 3ª Promotoria de Justiça convocou para depor como testemunha a ex-diretora do hospital Elmiria Silvério, Roseli Correa, no âmbito da Operação Dirty Pix — investigação que mira irregularidades em compras e processos licitatórios vinculados ao setor público. Apesar de não haver até o momento acusação formal contra ela, o simples convite para depor coloca em evidência o grau de exigência com que o Ministério Público está tratando a matéria.
Segundo apurado, a ex-gestora teria sido responsável por decisões administrativas relevantes durante seu mandato, incluindo contratações e contratos de fornecimento que agora são objeto de verificação pela Promotoria. A apuração vem sendo considerada complexa, com extratos de pagamentos, atas de reuniões e notas de empenho sendo cuidadosamente confrontados pelas autoridades.
Em áudio Roseli fez questão de ressaltar que não é investigada no caso. “Eu fui alocada como testemunha. Eu não sou ré. Porque eu sempre defendi o certo”, declarou. Durante o áudio, ela ainda afirma possuir documentos já enviados às autoridades e que está disposta a contribuir integralmente com a apuração.
A ação, conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC/MPMS) em apoio à 3ª Promotoria de Justiça do município, cumpriu 18 mandados de busca e apreensão em Sidrolândia e também em Manaus (AM). A operação conta ainda com o suporte dos GAECOs de Mato Grosso do Sul e do Amazonas.
Segundo o MPMS, a investigação apura crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro. As diligências foram autorizadas pela Justiça dentro de um procedimento que aponta fortes indícios de desvio de verbas públicas repassadas pelo Governo do Estado ao município.
O caso gira em torno de um repasse estadual de R$ 5,4 milhões, verba destinada à compra de um aparelho de ressonância magnética e um autoclave hospitalar. Contudo, conforme revelou o Ministério Público, parte expressiva desse montante foi desviada pela própria administração do Hospital Elmíria Silvério Barbosa, em associação com uma empresa fornecedora.
Investigados
Entre os investigados estão os vereadores Izaqueu Diniz, Cledinaldo Cotocio e Adailton Brandão, além dos ex-vereadores Cristina Fiuza,Elieu Vaz,Cleyton Martins,José Ademir Gabardo e Enelvo Jr. A lista ainda inclui nomes como Júlia Carla Nascimento, Júlio César Alves da Silva e Silvio de Azevedo Pereira.
Além de pessoas físicas, a operação também mira empresas e entidades, como a Pharbox Distribuidora Farmacêutica, a Farma Medical Distribuidora, o Hospital Dona Elmiria e Jacoba P. Wilmtje.
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Foto: Divulgação


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