TRANSPARÊNCIA

Presidente do Hospital quebra silêncio e rebate acusações da Operação Dirty Pix: “Desonestidade, jamais”

Em entrevista exclusiva na noite desta quarta-feira (26), Jacob Breure afirma que o hospital sempre esteve “de portas abertas” para o Ministério Público, nega qualquer envolvimento em desvio de recursos e diz que a instituição foi vítima em parte das situações investigadas.

Na noite desta quarta-feira, 26 de novembro, o presidente do Hospital de Sidrolândia, Jacob Breure, concedeu uma entrevista exclusiva ao Noticidade para esclarecer seu nome e o da instituição após ser citado em meio às repercussões da Operação Dirty Pix, investigação que apura suspeitas de desvio de R$ 5,4 milhões em recursos públicos.

Jacó iniciou afirmando que passou a última semana apenas “escutando muita coisa maldosa”, enquanto aguardava a apuração oficial. Ele destacou que considera legítimo o trabalho do Ministério Público e que toda investigação é necessária quando há qualquer indício de irregularidade. Porém, criticou a forma como alguns veículos trataram o assunto antes de qualquer esclarecimento formal.

O Ministério Público tem mesmo que investigar, tem que provar, tem que conferir. Mas poderiam ter nos chamado antes. O hospital sempre respondeu tudo, sempre esteve de portas abertas”, afirmou.

Segundo Jacob, todos os ofícios encaminhados pelo MP ao hospital foram entregues dentro do prazo, com total transparência. Ele destacou que tanto a gestão de 2024 quanto a de 2025 já passaram por auditoria e que nenhuma irregularidade envolvendo seu nome foi encontrada.

Eu posso errar no sentido de não saber fazer, mas desonestidade jamais. Quem me conhece em Sidrolândia sabe da minha história. Tenho defeitos: sou brabo, às vezes ignorante. Mas desonesto, não”, garantiu.

“O hospital foi vítima em parte do processo”

Ao comentar sobre os supostos R$ 5,4 milhões que “teriam sumido”, Jacó foi categórico ao dizer que essa narrativa é falsa e distorcida. Ele explicou que só a ressonância magnética instalada no hospital custou R$ 5,2 milhões, além de outros equipamentos de alto custo, como a autoclave de R$ 280 mil — esta última, segundo ele, ainda está judicializada devido à não entrega pela empresa responsável.

Como que sumiu 5,4 milhões se só a ressonância custa 5,2?”, questionou.

Ele reforçou que a instituição cumpriu suas obrigações contratuais, inclusive pagando equipamentos antecipadamente porque o hospital enfrentava restrições no Serasa, o que impedia acordos de pagamento após instalação.

Hospital com 87 Serasa… como é que uma empresa de São Paulo vai montar uma ressonância pra depois receber? Não existe isso. Pagamos porque era a única forma de garantir os equipamentos”, explicou.

Jacó afirmou ainda que, em alguns pontos da investigação, o hospital foi vítima, não autor de irregularidades. Ele também sinalizou que alguns sites e páginas que publicaram acusações sem comprovação poderão enfrentar ações judiciais.

“Minha consciência está tranquila”

Ao final da entrevista, Jacó disse estar totalmente disposto a colaborar com qualquer esclarecimento adicional e reafirmou sua tranquilidade quanto à própria conduta.

Boto minha cabeça no travesseiro tranquilo. Investigação nenhuma vai achar nada de desonestidade no Jacó. Nada.

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Foto: Reprodução

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