Estado foi o primeiro do país a identificar a chamada “gripe K”, nova linhagem do vírus, e reforça alerta para prevenção, principalmente entre idosos e pessoas com comorbidades

Mato Grosso do Sul já registrou duas mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causadas pelo vírus Influenza A (H3N2) em 2024. As vítimas eram moradoras de Corumbá e Sidrolândia, ambas com mais de 60 anos, o que acende um alerta para o avanço das complicações respiratórias neste período do ano.
De acordo com as informações, uma das pessoas que morreram apresentava comorbidade e tinha imunodeficiência, fator que aumenta significativamente o risco de agravamento quando o paciente é infectado por vírus respiratórios.
A SRAG é uma condição grave que pode evoluir rapidamente, exigindo internação e suporte médico intensivo, principalmente quando atinge os grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
MS foi o primeiro estado a identificar a “gripe K”
Além das mortes registradas neste ano, Mato Grosso do Sul também ganhou destaque nacional por ser o primeiro estado do Brasil a identificar casos da chamada “gripe K”, uma nova linhagem do H3N2.
Segundo o levantamento, 12 pessoas foram infectadas em dezembro de 2023, o que reforça a necessidade de monitoramento e prevenção, já que novas variantes costumam preocupar por sua capacidade de circulação e transmissão em populações com baixa imunidade.
Em 2023, H3N2 matou 10 pessoas no estado
Os números também chamam atenção quando comparados ao ano anterior. Em 2023, o H3N2 foi responsável por 10 mortes em Mato Grosso do Sul, mostrando que a circulação do vírus tem potencial de impactar diretamente o sistema de saúde, principalmente quando há aumento nos casos de síndrome respiratória.
Ainda em 2023, outro dado preocupante foi o avanço do H1N1, que registrou um número recorde de 127 óbitos no estado, sendo considerado o maior volume desde 2009, ano marcado pela pandemia da gripe A.
Atenção redobrada em Sidrolândia e região
O fato de uma das mortes confirmadas em 2024 ter ocorrido em Sidrolândia reforça a necessidade de cuidado redobrado por parte da população, principalmente para quem convive com idosos ou pessoas com doenças que afetam a imunidade.
Especialistas reforçam que sintomas como febre persistente, falta de ar, tosse intensa, cansaço extremo e dificuldade para respirar devem ser levados a sério, e a orientação é procurar atendimento médico imediatamente caso haja piora do quadro.
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Foto: Divulgação


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