Alvos já investigados por corrupção agora podem responder na esfera cível, com pedido de ressarcimento e perda de direitos políticos

A Operação Tromper, que revelou um dos maiores esquemas de corrupção já investigados em Sidrolândia, ganhou um novo desdobramento na Justiça. O Ministério Público denunciou, no último dia 27 de março, um grupo de envolvidos por improbidade administrativa, abrindo mais uma frente no caso que já teve condenações na esfera criminal.
Entre os denunciados estão o ex-vereador, ex-secretário de Fazenda e genro da ex-prefeita Vanda camilo Claudinho Serra , apontado como líder do esquema, além de assessores, servidores e empresários que teriam atuado em conjunto para fraudar licitações públicas no município.
A promotoria pede, além da condenação, o ressarcimento mínimo de R$ 40 mil aos cofres públicos e a suspensão dos direitos políticos dos envolvidos, caso a denúncia seja aceita pela Justiça.
Constam como réus na ação:
- Claudinho Serra — ex-secretário de Fazenda de Sidrolândia e apontado como chefe do esquema;
- Carmo Name Junior — assessor do gabinete de Claudinho Serra;
- Marcus Vinicius Rossetini Costa — ex-chefe de licitações de Sidrolândia;
- Ueverton da Silva Macedo — empresário conhecido como ‘Frescura’;
- Ricardo Rocamora — empresário;
- Jaqueline Mendonça Leiria — empresária e funcionária da família Serra.
Como funcionava o esquema
As investigações apontam que o grupo manipulava processos licitatórios para garantir que empresas ligadas aos próprios integrantes fossem vencedoras. Um dos casos envolve a contratação para construção de 400 túmulos no cemitério municipal — obra que sequer foi executada.
Segundo o Ministério Público, havia troca de informações privilegiadas, combinação de preços e emissão de notas fiscais falsas para justificar pagamentos indevidos.
Além disso, parte do dinheiro retornava em forma de propina, com valores que variavam de acordo com os contratos e interesses envolvidos.
Histórico de condenações
Os investigados já haviam sido condenados anteriormente, com penas que, somadas, ultrapassam 100 anos de prisão. Alguns chegaram a ser presos durante as fases da operação, que começou em 2023 e teve novos desdobramentos nos anos seguintes.
Mesmo após as primeiras ações, as investigações apontaram que o grupo continuou atuando, o que levou a novas fases da operação e mais denúncias.
O que pode acontecer agora
Com a nova denúncia por improbidade administrativa, os envolvidos passam a responder também na esfera cível. Caso condenados, podem sofrer sanções como perda de função pública, suspensão de direitos políticos e obrigação de devolver valores aos cofres públicos.
O caso segue em análise pela Justiça de Sidrolândia e pode ter novos desdobramentos nos próximos meses.
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Foto: Divulgação


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