No total, 14 investigados na 4ª fase da Operação Tromper são denunciados por desvios milionários na Prefeitura; dinheiro teria sido usado até para festa infantil e despesas da esposa do ex-vereador

O ex-vereador e ex-secretario de fazenda de Sidrolândia, Claudinho Serra (PSDB), sua esposa, a médica Mariana Camilo de Almeida Serra, seu pai, Cláudio Jordão de Almeida Serra, e os empresários Cleiton Nonato Correia (GC Obras) e Edmilson Rosa (AR Pavimentação) agora são réus por corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia, feita pelo Ministério Público Estadual (MPE), foi aceita pela Justiça e envolve um total de 14 investigados na 4ª fase da Operação Tromper, que apura desvios milionários na prefeitura do município.
Além do ex-vereador, também foram denunciados Carmo Name Júnior, ex-assessor, e outras nove pessoas ligadas ao suposto esquema. Claudinho, Correia e Carmo estão presos preventivamente desde o dia 5 do mês passado, quando a operação foi deflagrada.
Essa é a segunda denúncia contra Claudinho Serra, genro da ex-prefeita Vanda Camilo (PP). A novidade é que, desta vez, Mariana, filha da ex-prefeita, também passa a figurar como ré no processo, sendo formalmente acusada de participar do esquema.
A denúncia foi recebida pelo juiz Bruce Henrique dos Santos Bueno Silva, da Vara Criminal de Sidrolândia, que destacou haver elementos suficientes para o prosseguimento da ação penal, como movimentações bancárias suspeitas, identificação de contas de laranjas e depoimentos que indicam a existência de um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro.
Propina, festa infantil e dinheiro em espécie
Segundo as investigações, parte da propina paga pelas construtoras GC Obras e AR Pavimentação foi repassada ao pai e à esposa de Claudinho para ocultar a origem criminosa dos valores. O Ministério Público identificou, por exemplo, o uso do dinheiro ilícito para pagar despesas pessoais de Mariana, além da organização de uma festa de aniversário infantil.
Mensagens extraídas da quebra telemática revelam uma negociação de 3% de propina sobre um contrato de R$ 17 milhões, o que resultaria em aproximadamente R$ 500 mil desviados.
Ainda segundo o MPE, Cleiton Correia teria sacado cerca de R$ 2 milhões em espécie apenas em 2023, com coincidências entre os saques e encontros com intermediários ligados a Claudinho, que continuou atuando no esquema mesmo usando tornozeleira eletrônica após ser preso e solto em abril do ano passado.
Apesar de ter rescindido contratos com nove empresas após as fases anteriores da Operação Tromper, a então prefeita Vanda Camilo manteve o contrato de pavimentação investigado na nova denúncia.
Réus na 4ª fase da Operação Tromper:
- Claudinho Serra
- Carmo Name Júnior
- Cláudio Jordão de Almeida Serra
- Thiago Rodrigues Alves
- Valdemir Santos Monção (Nanau)
- Cleiton Nonato Correia
- Edmilson Rosa
- Jhorrara Souza Santos Name
- Mariana Camilo de Almeida Serra
- Jéssica Barbosa Lemes
- Sandra Rui Jacques
- Ueverton da Silva Macedo (Frescura)
- Juliana Paula da Silva
- Rafael Paula da Silva
O processo segue em sigilo, e os réus agora terão direito à ampla defesa e ao contraditório durante o curso da ação penal.
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Foto : Divulgação


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