Decisão unânime da 2ª Câmara Criminal aponta risco à ordem pública e detalha uso da família em suposto esquema de corrupção em Sidrolândia

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) negou mais uma vez o habeas corpus do ex-vereador de Campo Grande e ex-secretário de finanças de Sidrolândia, Claudinho Serra (PSDB), preso desde 5 de junho na 4ª fase da Operação Tromper. Conforme decisão publicada nesta quinta-feira (10) no Diário da Justiça, nem mesmo o uso de tornozeleira eletrônica foi considerado suficiente para evitar a prática dos crimes que lhe são atribuídos, como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
O relator do caso, desembargador José Ale Ahmad Netto, foi categórico ao afirmar que a manutenção da prisão é necessária para garantir a ordem pública. “Inexistindo justificativa também na substituição por qualquer outra forma mais branda ou por medidas cautelares diversas… restou demonstrado que seriam insuficientes para coibir a perpetuação de condutas tais como as sob apuração”, diz o acórdão, acompanhado de forma unânime pelo colegiado da 2ª Câmara Criminal.
A Corte também negou liberdade ao assessor de Claudinho, Carmo Name Júnior, e ao empresário Cleiton Nonato Correia, dono da GC Obras — todos presos na mesma operação, que investiga desvio de recursos públicos da Prefeitura de Sidrolândia.

Esquema familiar
A decisão judicial ainda destaca elementos revelados pelas investigações do Gaeco, como interceptações telefônicas, quebras de sigilo, buscas e infiltrações. Segundo o Ministério Público, Claudinho usava familiares — como o pai e a esposa, Mariana Camilo, filha da ex-prefeita Vanda Camilo — para movimentar dinheiro ilícito. Ambos já são réus na ação penal originada da 4ª fase da Tromper.
Recurso no STJ
A defesa do ex-vereador, por meio do advogado Tiago Bunning, afirmou que vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O histórico de ações recentes mostra que, em casos semelhantes, como na Operação Malebolge, alguns acusados só conseguiram liberdade após decisão da Corte Superior.
Mandados em Sidrolândia
Na mesma fase da Tromper, 29 mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra alvos ligados à gestão de Vanda Camilo, incluindo dois servidores da atual prefeitura e ex-secretários municipais.
Próxima reavaliação
Apesar da decisão contrária no TJMS, a prisão preventiva ainda será reavaliada em até 90 dias pelo juiz de primeiro grau, Bruce Henrique dos Santos Bueno Silva. A expectativa é que uma nova análise ocorra no início de setembro.
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Foto: Divulgação


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