Ex-secretário de Sidrolândia tenta sair da prisão mesmo após decisão unânime que apontou risco à ordem pública

Menos de uma semana após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul negar habeas corpus ao ex-secretário de Sidrolândia e ex-vereador de Campo Grande, Claudinho Serra (PSDB), sua defesa entrou com novo recurso para tentar tirá-lo da prisão. A medida, chamada embargos de declaração criminal, foi apresentada pelo advogado Tiago Bunning na tentativa de mudar pontos da decisão que manteve Claudinho preso.
Serra foi detido em 5 de junho junto de seu assessor Carmo Name Júnior e do empreiteiro Cleiton Nonato Correia, dono da GC Obras. Eles foram alvos da 4ª fase da Operação Tromper, que já transformou 14 pessoas em réus por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O processo corre sob sigilo.
A Justiça foi clara: tornozeleira eletrônica ou qualquer outra medida branda não é suficiente. O desembargador José Ale Ahmad Netto afirmou que só a prisão é capaz de impedir que Claudinho continue cometendo crimes. O voto foi seguido por unanimidade.
A denúncia ainda aponta que Claudinho usava a própria família para movimentar propina — o pai e a esposa do político também se tornaram réus.
Enquanto isso, Ueverton Macedo, o “Frescura”, outro envolvido no esquema, continua preso desde outubro do ano passado. Ele chegou a esconder um celular em um bunker para escapar da apreensão do Gaeco, o que lhe rendeu uma condenação de 3 anos e meio por obstrução de Justiça.
Agora, resta saber se o novo recurso terá algum efeito ou se o caso seguirá para Brasília, como prometia a defesa.
Justiça endureceu: até segunda ordem, não tem tornozeleira, não tem liberdade. Tem cadeia.
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Foto: Divulgação


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