CORRUPÇÃO

Frigorífico Balbinos nega envolvimento em lavagem de dinheiro e apresenta documentos que contestam denúncia do MP

Empresário Márcio Fedes afirma que transações com Cláudio Jordão foram legais e documentadas; empresa diz não ter sido ouvida pelo Ministério Público

Após a veiculação de denúncia do Ministério Público Estadual (MPMS), que aponta o frigorífico Balbinos Agroindustrial como envolvido em suposto esquema de lavagem de dinheiro com o ex-vereador Claudinho Serra (PSDB), o proprietário da empresa, Márcio Fedes, se manifestou publicamente negando qualquer participação em atividade ilícita.

Segundo o MP, depósitos superiores a R$ 250 mil teriam sido feitos em maio de 2022 à conta de Claudinho Serra, pela compra de 21 bovinos que, segundo a denúncia, nunca teriam sido entregues. A investigação sugere que a transação seria parte de uma estratégia de lavagem de dinheiro, com o pai do ex-vereador adquirindo gado com recursos ilegais e simulando lucros da pecuária.

Márcio Fedes, no entanto, apresentou notas fiscais eletrônicas, comprovantes de TEDs bancários e GTAs (Guias de Trânsito Animal) registradas na IAGRO, que confirmam a entrega e o abate dos animais.

As operações ocorreram nos dias 13 e 16 de maio de 2022, e os documentos apresentados são:

  • Nota Fiscal nº 000.060.207 (16/05/2022): 21 bovinos, valor de R$ 135.837,47;
  • GTA nº 951333 (IAGRO): transporte dos 21 animais;
  • Nota Fiscal nº 000.058.358 (13/05/2022): 30 cabeças de boi, valor de R$ 119.553,76;
  • GTA nº 848631 (IAGRO): transporte das 30 cabeças;
  • TEDs de R$ 133.800,10 e R$ 117.760,36 pagos conforme orientação do fornecedor.

O empresário afirmou ainda que os pagamentos foram realizados conforme práticas comuns no meio rural, muitas vezes em contas de filhos ou gestores da propriedade, como no caso da Fazenda Divisa. “Nosso compromisso é com a legalidade. Toda compra é acompanhada por nota fiscal, GTA, pesagem e comprovante bancário. Neste caso, tudo foi documentado”, reforçou Fedes.

Ele criticou o fato de que a empresa não foi ouvida antes da denúncia pública e garantiu estar à disposição das autoridades para esclarecimentos. “Compramos, recebemos, abatemos e pagamos conforme manda a lei. Não há irregularidade por parte do frigorífico.”

O caso segue em análise na Vara Criminal de Sidrolândia, onde Claudinho Serra já é réu e permanece preso desde junho deste ano, no âmbito da Operação Tromper.

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Foto: Divulgação/Reprodução


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