CORRUPÇÃO

Justiça dá ultimato a réus por corrupção em Sidrolândia ligados a Claudinho Serra

Após mais de um ano sem defesa, juiz impõe prazos e ameaça acionar Defensoria e pedir prisão cautelar de acusados

O juiz da Vara Criminal de Sidrolândia, Bruce Henrique dos Santos Bueno, deu um prazo de 10 dias para que os advogados de réus envolvidos na Operação Tromper, que apura um grande esquema de corrupção na Prefeitura de Sidrolândia, se manifestem no processo. O caso envolve o ex-secretário de Fazenda e ex-vereador Claudinho Serra, genro da ex-prefeita Vanda Camilo (PSDB), além de empresários que mantinham contratos milionários com a gestão.

Entre os nomes citados no despacho estão:

  • Ueverton da Silva Macedo, conhecido como “Frescura”;
  • Ricardo José Rocamora Alves e Roberta de Souza (ambos ligados à Do Carmo Comércio Varejista);
  • Jacqueline Mendonça Leiria (JL Serviços Empresariais);
  • Maxilaine Dias de Oliveira (Master Blocos);
  • Yuri Morais Caetano (ex-estagiário do MPMS).

Caso os advogados não se manifestem no prazo, os réus terão mais cinco dias para nomear nova defesa. Se a inércia continuar, a Defensoria Pública do Estado será acionada. O juiz ainda sinaliza que poderá haver prisão cautelar dos envolvidos, caso a liberdade deles represente risco à instrução criminal.

Réus sem defesa há mais de um ano

O despacho ainda revela que alguns réus, como a empresária Maxilaine Dias de Oliveira, estão intimados desde maio de 2024, mas até agora não apresentaram defesa. Outros dois acusados, Milton Matheus Paiva Matos e Fernanda Regina Saltareli, também foram notificados para formalizar as procurações no sistema judicial.

O juiz determinou que, após todas as manifestações, o Ministério Público deve ser ouvido novamente para avaliar riscos e eventuais novas prisões.

Entenda a Operação Tromper

A Operação Tromper, conduzida pelo Gecoc e Gaeco em conjunto com a 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia, já está em sua 4ª fase. A investigação revelou um esquema de fraude e direcionamento de licitações, com desvios que ultrapassam R$ 34 milhões em contratos da Prefeitura.

Claudinho Serra, apontado como mentor do esquema, teria usado o cargo de secretário e sua influência política para beneficiar aliados e cooptar servidores. Além das prisões, a operação cumpriu 29 mandados de busca e apreensão.

A Justiça agora acelera os trâmites para garantir o andamento do processo e responsabilização dos envolvidos.

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Foto: Divulgação/Reprodução


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