CORRUPÇÃO

Claudinho Serra tenta tirar processo das mãos de juiz de Sidrolândia que decretou sua prisão.

Ex-secretário de Finanças de Sidrolândia, apontado como chefe de esquema que desviou milhões, busca anular provas e delações na Operação Tromper; desembargadores afirmam que só a prisão o impede de continuar cometendo crimes.

Preso pela segunda vez durante as investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) sobre corrupção em Sidrolândia, o ex-secretário de Finanças e genro da ex-prefeita Vanda Camilo,Claudinho Serra (PSDB) agora tenta mudar o rumo do processo. Sua defesa quer tirar o caso das mãos do juiz Bruce Henrique dos Santos Bueno Silva, responsável por decretar sua prisão na 4ª fase da Operação Tromper, deflagrada em 5 de junho.

Na ação, além de Claudinho, também foram presos o assessor Carmo Name Júnior e o empreiteiro Cleiton Nonato Correia (GC Obras). Eles e outras 11 pessoas respondem por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O advogado Tiago Bunning alega que a Vara Criminal de Sidrolândia seria incompetente para julgar o caso, e que, por regras internas do TJMS, o processo deveria tramitar em uma das seis varas criminais de Campo Grande. Caso o pedido seja aceito, um novo juiz poderia reavaliar as medidas cautelares, inclusive a prisão preventiva.

Além disso, a defesa tenta anular provas obtidas por meio de quebras de sigilo e buscas autorizadas pela Justiça, bem como invalidar delações premiadas feitas pelo ex-servidor Tiago Basso e pelo empresário Milton Matheus. Segundo Bunning, os relatos não foram comprovados por outras evidências.

Condenações já somam 111 anos de prisão


Desde o início das investigações, sete réus — entre servidores e empresários — já foram condenados a mais de 111 anos de prisão. O empresário Ueverton da Silva Macedo, o “Frescura”, recebeu a pena mais alta: 37 anos, 10 meses e 8 dias. Outros condenados incluem Ricardo José Rocamora Alves (28 anos, 3 meses e 20 dias) e Everton Luiz de Souza Luscero (15 anos e 9 meses).

TJMS mantém prisão


Ao negar habeas corpus, desembargadores da 2ª Câmara Criminal do TJMS afirmaram que nem tornozeleira eletrônica impediria Claudinho de continuar praticando os crimes investigados. Segundo o relator José Ale Ahmad Netto, a prisão é necessária para “garantia da ordem pública”.

As investigações mostram que familiares do ex-secretário também recebiam propina e se tornaram réus nesta fase da Tromper.

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Foto: Divulgação

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