Levantamento aponta que mais da metade da população considera a prefeita a pior da história da Capital; em contrapartida, André Puccinelli é lembrado como o melhor gestor

Campo Grande completa 126 anos no próximo dia 26 de agosto, mas a data vem acompanhada de um retrato amargo da opinião popular. De acordo com pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência, divulgada em meio às comemorações, a prefeita Adriane Lopes (PP) amarga a marca de ser considerada a gestora mais impopular da história da Capital Morena.
Os números revelam o cenário: 56% dos campo-grandenses avaliam a gestão como ruim ou péssima, enquanto apenas 25% aprovam como boa ou ótima. Outros 14,8% classificam como regular e 4,2% não souberam responder.

Quando o questionamento foi sobre quem teria sido o pior prefeito da história da cidade, 40% apontaram Adriane Lopes, à frente de Alcides Bernal (26%) e Gilmar Olarte (22%), nomes que marcaram um período de escândalos e brigas políticas.
Saúde e salários em xeque
Entre as principais queixas da população estão os problemas na saúde pública, servidores sem reajuste salarial pelo 3º ano consecutivo e a falta de grandes obras. Ao mesmo tempo, a prefeita e o alto escalão receberam reajustes expressivos: o salário da chefe do Executivo municipal subiu 66% em três anos, passando de R$ 21,2 mil para R$ 35,4 mil, enquanto a vice e secretários tiveram aumentos ainda maiores.
Sem entregas de impacto, as comemorações de aniversário da cidade acabaram sendo marcadas por inaugurações de praças e pequenas obras, vistas por muitos como tentativas de evitar um fiasco.
Puccinelli, o mais querido
Na contramão da atual gestão, a pesquisa revelou também a memória afetiva do campo-grandense em relação a administrações passadas. O ex-prefeito André Puccinelli (MDB) foi apontado como o melhor gestor por 44% dos entrevistados, seguido por Nelsinho Trad (30,6%) e Lúdio Coelho (11%).

Puccinelli governou Campo Grande entre 1997 e 2004 e ficou marcado por grandes obras, como a drenagem e revitalização da Avenida Fernando Corrêa da Costa, construção da Via Parque, Parque do Sóter e prolongamento de avenidas importantes, além da reorganização do comércio ambulante com o Camelódromo e a nova Feira Central.
A pesquisa
O levantamento ouviu 1 mil moradores entre os dias 10 e 15 de agosto, abrangendo as sete regiões urbanas da Capital, além dos distritos de Anhanduí, Rochedinho e zona rural. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.
📊 O resultado mostra que, mesmo após conquistar a reeleição em 2024, Adriane Lopes enfrenta uma crise de popularidade que ameaça marcar seu nome na história política de Campo Grande.
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Foto: Divulgação/CMCG


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