Condenado na Operação Tromper, ele cumprirá medidas de recolhimento noturno e não poderá se aproximar da Prefeitura de Sidrolândia

Após quase um ano preso, Ueverton da Silva Macedo, conhecido como “Frescura”, deixou a penitenciária de Campo Grande usando tornozeleira eletrônica. A soltura aconteceu após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas a liberdade vem acompanhada de diversas restrições impostas pela Justiça.
Preso desde outubro de 2024, Frescura foi condenado à maior pena entre os réus da 1ª fase da Operação Tromper, que revelou um esquema milionário de desvios de recursos públicos em Sidrolândia, chefiado pelo ex-secretário Claudinho Serra (PSDB).
Restrições de mobilidade
Segundo apuração do Four News, Ueverton deve cumprir recolhimento domiciliar noturno e só poderá se afastar mais de 300 metros de sua casa, em Sidrolândia, para atividades de trabalho ou estudo autorizadas pela Justiça. A residência do empresário fica a aproximadamente 2 km do Paço Municipal.
Outra determinação é que Frescura não poderá se aproximar a menos de 100 metros da Prefeitura de Sidrolândia, local considerado o epicentro das fraudes reveladas pela Tromper.
Fraudes milionárias
As investigações apontaram que Ueverton operava a emissão de notas frias para Claudinho Serra e que participava de um esquema em que empresários fraudavam licitações para garantir contratos da Prefeitura. Mesmo sem estrutura, as empresas terceirizavam os serviços e embolsavam os recursos públicos.
De acordo com o Ministério Público, o grupo cobrava uma espécie de “mesada” de até 30% do valor dos contratos, além de simular serviços e produtos que nunca foram entregues. Conversas interceptadas pelo Gaeco mostram Frescura articulando a emissão de notas fiscais falsas com outros investigados, como o então servidor Tiago Basso, que acabou delatando o esquema.
Reincidência e obstrução da Justiça
Ueverton já havia conseguido prisão domiciliar em 2024, mas voltou para o presídio depois que o TJMS constatou descumprimento de medidas como o recolhimento noturno e a proibição de sair da cidade.
Ele também foi condenado por obstrução da Justiça, após esconder um celular das equipes do Gaeco durante a 3ª fase da Tromper. O aparelho teria sido levado para um bunker em sua residência e nunca foi encontrado.
Operação Tromper
Deflagrada em 2023, a operação revelou um esquema de corrupção iniciado em 2017, envolvendo fraudes em licitações, uso de empresas de fachada e notas fiscais forjadas. O prejuízo aos cofres públicos foi milionário.
Agora, mesmo fora da prisão, Frescura seguirá monitorado pela tornozeleira e sob as restrições impostas, enquanto a Justiça de Mato Grosso do Sul continua a julgar os desdobramentos da operação que abalou a política sidrolandense.
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Foto: Reprodução


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