CORRUPÇÃO

Ministério Público defende flexibilização de restrições a delator da Operação Tromper

Pedido será analisado pela Justiça, que decidirá se mantém ou flexibiliza as restrições impostas ao delator da Operação Tromper.

Em meio ao turbilhão que envolve o escândalo de fraudes em licitações em Sidrolândia, o Ministério Público se posicionou favoravelmente à flexibilização de medidas cautelares impostas a Milton Matheus Paiva Matos, delator no processo que investiga o ex-prefeito Claudinho Serra (PSDB).

A promotora Bianka Mendes sustenta que, por já cumprir rigorosamente obrigações como comparecimento mensal em juízo e recolhimento domiciliar noturno, ele não representaria risco adicional — e que seu acordo de colaboração premiada afina seus vínculos com o poder estatal de apuração.

Promotora Bianka Mendes (Foto:Divulgação)

O pedido agora será examinado pelo juiz da causa, Bruce Henrique dos Santos Bueno Silva, que decidirá se libera Matos de restrições como pernoite fora da comarca e recolhimento noturno.

A defesa argumenta que o delator atua como advogado e precisa deslocar-se para atividades profissionais, enquanto os investigadores apontam papel central seu nas suspeitas envolvendo uso de notas fiscais fictícias em aquisição de carne para comunidades indígenas — operação articulada com servidores públicos e intermediários.

Em registros apreendidos constam planilhas com distribuição de recursos entre figuras identificadas no esquema, reforçando a gravidade das acusações.

Claudinho Serra já esteve preso e atualmente cumpre medidas cautelares como uso de tornozeleira e restrições de circulação, após ser alvo de fases da Operação Tromper. A proposta de distensão acerca do delator ignora, para críticos, a complexidade das ramificações políticas envolvidas e o receio de enfraquecer a robustez do aparato institucional de combate à corrupção.

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Foto: Reprodução

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