POLÍTICA

Capitão Contar surpreende e defende aliança com o grupo que enfrentou em 2022

Pré-candidato ao Senado defende união com Riedel, Tereza Cristina e Reinaldo Azambuja para garantir a representação conservadora no Congresso

O ex-deputado estadual Capitão Contar (PRTB), atualmente engajado na corrida ao Senado, fez na última semana uma movimentação que pode redefinir o cenário das eleições no Mato Grosso do Sul. Em declaração que acendeu alertas e expectativas entre as lideranças políticas, Contar afirmou que não é “hora de dividir” os esforços da direita e da centro-direita, mas sim de unir forças para formar um bloco capaz de enfrentar o avanço da esquerda.

Segundo Contar, existe um movimento aberto de negociação com o grupo liderado por Tereza Cristina (PP), Eduardo Riedel (PP) e Reinaldo Azambuja (PL), que foi adversário nas eleições de 2022. Ele próprio está em processo de diálogo com o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, e com Reinaldo Azambuja no âmbito estadual, e admite que uma mudança de partido — para fortalecer essa estratégia — está sobre a mesa. “Se o PL está considerando meu nome para fortalecer isso, estou pronto para dialogar”, afirmou.

Para Contar, não basta apenas ter candidatos — é necessário construir uma bancada forte em Brasília para contrapor o que ele considera um risco real: “Direita isolada é um risco” e “o Brasil não vai aguentar mais 4 anos de PT”, declarou. Ele sustenta que a eleição de dois senadores alinhados à direita/conservadorismo pela bancada de Mato Grosso do Sul pode ser essencial para garantir a defesa de valores prioritários e o fortalecimento da representação federal do estado.

No plano local, o ex-deputado destacou que o eleitorado sul-matogrossense é mais “criterioso e alinhado com a centro-direita”, o que favoreceria a costura de alianças. Segundo ele, “os eleitores mais conservadores terão de entender a importância dessa estratégia e talvez aceitar que a direita isolada pode abrir brechas para a esquerda crescer”.

Embora ainda não tenha formalizado a mudança de sigla ou reconhecido acordos fechados, a movimentação de Contar já gera repercussão no meio político. A sua atuação sinaliza uma tentativa de reunir lideranças que antes disputavam palmo a palmo o mesmo espaço, em torno de um objetivo comum: manter a hegemonia da direita no estado e ampliar sua força no Congresso Nacional.

As próximas semanas ,com encontros programados entre lideranças e definição de filiações partidárias prometem indicar se essa aliança sairá do discurso e se tornará um fato eleitoral concreto..

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Foto: Four News

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