Operação Camuflagem, desdobramento da Tromper, mira esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de bens; empresário já havia sido condenado por fraudes milionárias

Ueverton da Silva Macedo, conhecido como “Frescura”, voltou a ser preso na manhã desta quinta-feira (26), durante a deflagração da Operação Camuflagem, realizada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), em Sidrolândia.
Esta é a quarta prisão de Frescura desde 2023, mesmo após ter sido condenado a 37 anos de prisão, em agosto do ano passado, por envolvimento em fraudes milionárias em contratos públicos.
A nova ofensiva é desdobramento da Operação Tromper, que teve quatro fases entre 2023 e 2025 e revelou um esquema estruturado de corrupção na administração municipal.
Lavagem de dinheiro e tentativa de esconder patrimônio
Segundo o Gecoc, a nova fase das investigações tem como foco a apuração do crime de lavagem de dinheiro, na modalidade de ocultação e dissimulação de bens, direitos e valores.
De acordo com o órgão, foram identificados indícios de que integrantes da organização criminosa utilizavam:
- Contas bancárias de terceiros
- Empresas registradas em nome de comparsas
- Pessoas interpostas para movimentação financeira
- Estratégias para frustrar bloqueios judiciais
O objetivo seria camuflar recursos obtidos por meio da corrupção, inclusive durante períodos em que o investigado estava preso preventivamente.
“O nome da operação remete à tentativa de esconder a verdadeira origem e titularidade de valores”, destacou o Gecoc.
Histórico de prisões e movimentação milionária
A primeira prisão de Ueverton ocorreu em 21 de julho de 2023. Conforme as investigações, ele teria movimentado R$ 10,2 milhões entre 2017 e 2021.
Depois disso:
- Abril de 2024 – Nova prisão na Operação Tromper
- Dias depois – Solto por decisão do TJMS
- Outubro de 2024 – Preso novamente por compra de votos antes da eleição
- Fevereiro de 2026 – Preso pela quarta vez, agora na Operação Camuflagem
Outros presos na operação
Além de “Frescura”, também foram presos:
- Juliana Paula da Silva, esposa do empresário
- Gedielson Cabral Nobre, ligado à Prestadora de Serviços Nobre
- Ewerton Lucero, condenado a 15 anos pelas fraudes em licitações
- Flaviana Barbosa de Sousa

Os investigados são representados pelo advogado Arlei de Freitas, que afirmou que o processo tramita em segredo de Justiça e que irá solicitar a revogação da prisão preventiva ou sua conversão em domiciliar.
Segundo a defesa, até o telhado da residência de Ueverton foi vistoriado durante o cumprimento dos mandados.
Debate nas redes: sensação de impunidade?
O caso reacende uma discussão entre moradores:
Como alguém condenado a 37 anos consegue responder em liberdade e ser preso repetidas vezes?
A nova prisão levanta questionamentos sobre o andamento dos processos, decisões judiciais e a efetividade das punições.
Sidrolândia volta ao centro das atenções no combate à corrupção.
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Foto: Marcos Maluf


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