Mandado de segurança é extinto sem análise do mérito, enquanto vereadores se articulam nos bastidores em meio à crise política

A tensão entre o Executivo e o Legislativo de Sidrolândia ganhou novos desdobramentos após a Justiça rejeitar o mandado de segurança que questionava mudanças nas regras internas da Câmara Municipal.
A ação foi movida pelos vereadores Maria Carolina Ferreira Terra (PL), Joana Michalski (PSB), Shirlei Basso (PL) e Adavilton Brandão (MDB), que tentavam barrar a alteração na Lei Orgânica que permite a antecipação da eleição da Mesa Diretora.
Na decisão, a juíza Larissa Ribeiro Fiuza extinguiu o processo sem análise do mérito, entendendo que não havia um ato concreto a ser contestado no momento e que o instrumento jurídico utilizado não era o adequado para esse tipo de questionamento .
Nos bastidores, o movimento chamou atenção por envolver justamente parlamentares que hoje ocupam cargos estratégicos na estrutura da Câmara. Shirlei Basso é a primeira-secretária, Adavilton Brandão ocupa a vice-presidência e Joana Michalski é a segunda-secretária — posições que podem perder força diante da nova configuração política.
Enquanto o embate jurídico perde força, o cenário político esquenta. Vereadores já se articulam internamente e, segundo apuração, o Legislativo já possui um nome de consenso para conduzir os próximos dois anos 2027 e 2028.
A crise se intensifica em meio a mudanças no regimento que permitem a convocação da eleição da Mesa Diretora com curto prazo, o que tem gerado divergências e acusações de favorecimento político entre grupos dentro da própria Câmara.
Com a decisão judicial, o campo de batalha volta a ser exclusivamente político — e o clima, nos bastidores de Sidrolândia, segue cada vez mais tenso.
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Foto: Divulgação


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