CORRUPÇÃO SIDROLÂNDIA

Agesul contradiz Prefeitura de Sidrolândia sobre fiscalização de contratos envolvidos em fraude que prendeu Claudinho Serra

Empresa que foi alvo da Operação Tromper ainda mantém contratos milionários com a Prefeitura; um deles foi feito por convênio com o Governo

A Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul) contradiz a Prefeitura de Sidrolândia sobre a gestão do contrato com a GC Obras de Pavimentação Asfáltica Eireli (CNPJ 16.907.526/0001-90), empresa que foi alvo na terceira fase da Operação Tromper.

Essa é a única empresa investigada que ainda mantém contratos com o Município após a operação. O contrato de uma das obras foi firmado em convênio com o Governo do Estado, por meio da Agesul.

A Prefeitura de Sidrolândia aponta que o processo licitatório foi “fiscalizado e aprovado pela Agesul” e que os pagamentos são feitos para a empresa a partir da aprovação da agência estadual. “O processo licitatório foi fiscalizado e aprovado pela Agesul, assim como as medições são aprovadas e fiscalizadas pela Agesul”, diz um trecho da resposta da Prefeitura sobre o contrato.

Entretanto, em nota enviada ao Midiamax, a Agesul alega que não assume a responsabilidade pela contratação da empresa com a Prefeitura de Sidrolândia e que os recursos são transferidos diretamente para o executivo municipal. Vale lembrar que o Governo de Mato Grosso do Sul não foi alvo de investigação dos contratos citados.

Já a Prefeitura de Sidrolândia está envolvida em escândalos de corrupção devido às suspeitas de desvios de recursos públicos por servidores e empresários. Na terceira fase da Operação Tromper, oito pessoas foram presas e foram expedidos 28 mandados de busca e apreensão.

Neste último desdobramento da Operação Tromper, o vereador Claudinho Serra (PSDB) ficou preso por 23 dias acusado de ser o mentor do possível esquema de corrupção. Outras sete pessoas também foram detidas em 3 de abril e liberadas na última sexta-feira (26), mediante uso de tornozeleira eletrônica. A sogra do parlamentar é a prefeita de Sidrolândia, Vanda Camilo (PP).

Confira a nota completa da Agesul sobre o contrato:

“Esta obra é realizada por meio de um convênio no qual o Governo do Estado, por intermédio da Agesul, transfere os recursos diretamente para a prefeitura. A Agesul não assume a responsabilidade pela contratação da empresa; o contrato é estabelecido diretamente entre a prefeitura e a empresa contratada. A prestação de contas sobre a utilização dos recursos aplicados na obra é de responsabilidade do Executivo Municipal perante a Agesul”, diz a nota.

Confira a nota completa da Prefeitura de Sidrolândia sobre o contrato:

“Todo o convênio da GC Obras com a prefeitura de Sidrolândia é realizado a partir da Agesul. O processo licitatório foi fiscalizado e aprovado pela Agesul, assim como as medições são aprovadas e fiscalizadas pela Agesul. Os pagamentos são feitos para a empresa a partir da aprovação da Agesul, que acompanha o passo a passo e a estrita legalidade”, diz a resposta.

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